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Como Lidar Com o Abuso contra Menores
Título Como Lidar Com o Abuso contra Menores

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Aprenderemos o que é, e como ocorre o abuso contra menores, quais os tipos de lesão que uma criança pode sofrer, como as crianças correm riscos, o que fazer quanto suspeitar de um abuso, e muito mais
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ABUSO DE MENORES

Considera-se abuso qualquer tipo de maus-tratos que provoque danos físicos ou emocionais a uma criança, seja por meio de atitudes ou de omissões que prejudiquem seu bem-estar ou seu desenvolvimento.

É um ato criminoso que, se não denunciado, tende a reincidir, muitas vezes com graves conseqüências para a criança. Por essa razão, em caso de suspeita de abuso, deve-se entrar em contato com os órgãos competentes e alertá-los sobre a possibilidade de a criança estar exposta a um risco.

Tipos de Lesão


Bebês jovens muitas vezes sofrem abusos porque os pais se impacientam com seu choro. Nesses casos, freqüentemente a violência provoca lesão nos olhos ou cérebro.

Além disso, em geral há marcas na parte superior dos braços ou no corpo do bebê, no local onde foi segurado com muita força. Bebês mais velhos podem sofrer pequenas queimaduras ou contusões no rosto e/ou lesões nos lábios.

Várias agressões podem causar fraturas nas costelas, crânio e ossos dos braços e pernas. Em alguns casos, o abuso toma a forma de tortura, quando a criança é deixada sem comida ou é submetida ao terror, por exemplo, ficando presa num quarto escuro à noite.

Nesses casos, a criança geralmente parece magra, infeliz e retraída.

Crianças em Risco


O abuso de menores pode ocorrer em famílias de todos os níveis socioeconômicos. Contudo, os profissionais de saúde identificaram certos fatores que tornam mais provável a incidência de abuso em um determinado tipo de família.

Pais jovens, com educação limitada, baixo rendimento e que vivem em condições sociais insatisfatórias estão sob um tipo de estresse que favorece o abuso. Isso parece especialmente verdadeiro se os pais não tiverem contato com suas próprias famílias.

Algumas evidências sugerem que mães que não desenvolveram laços afetivos com seus bebês são mais propensas a maltratar seus filhos.

O processo de desenvolvimento de um vínculo afetivo pode ser comprometido quando uma mãe e o recém-nascido são separados logo após o nascimento, como ocorre quando um bebê nasce prematuramente ou precisa passar várias semanas no hospital, numa unidade de terapia intensiva neonatal.

O Abuso de medicamentos e de drogas pelos pais, inclusive o consumo excessivo de álcool, aumenta a probabilidade de maus-tratos a menores.

Quando Suspeitar de Abuso

Ossos quebrados, contusões freqüentes e marcas de queimadura numa criança podem ser resultantes de lesão infligida pelos pais. As suspeitas desse tipo de comportamento aumentam quando os pais demoram ou deixam de buscar auxílio médico, oferecem explicações duvidosas ou inconsistentes para as lesões, ou quando suas reações às lesões refletem falta de preocupação ou são de alguma forma inadequadas para as circunstâncias.

O indício mais confiável de um contínuo abuso ou negligência é geralmente o fato de a criança não crescer num ritmo normal ou não atingir os níveis esperados de desenvolvimento físico e mental.

Crianças que são vítimas de abuso não se desenvolvem plenamente e seu peso permanece bem abaixo da média para a sua idade. Muitas vezes elas têm problemas de comportamento e de aprendizado, além de apresentarem lesões evidentes.

Abuso Sexual


Uma criança pode estar sofrendo abuso sexual de um dos pais (geralmente do pai) ou de outro parente próximo, apesar de estar recebendo bons cuidados em todos os outros aspectos.

Muitas vezes a criança se sente demasiadamente culpada, envergonhada ou com medo de contar para alguém. O adulto também pode estar fazendo ameaças, exigindo silêncio.

Em alguns casos, a criança busca a ajuda de outro adulto. Nesse caso, esse adulto deverá evitar reações que demonstrem espanto e repugnância, que serviriam apenas para aumentar o já inapropriado sentimento de culpa da criança.

Qualquer pessoa que suspeite que uma criança esteja sofrendo abuso sexual deve entrar em contato com os órgãos locais competentes.