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Abuso de Drogas, Riscos, Tratamentos e Sintomas
Título Abuso de Drogas, Riscos, Tratamentos e Sintomas

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abuso de drogas e farmacodependência. Iremos esclarecer algumas dúvidas sobre quem faz parte desse grupo de risco, quais são os sintomas, os riscos, o que deve ser feito, tratamentos, algumas observações importantes e mais.
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ABUSO DE DROGAS E FARMACODEPENDENCIA

As pessoas começam a tomar drogas (inclusive álcool) por dois motivos. Ou são prescritas por um médico para tratar alguma doença física ou mental, ou são compradas ilegalmente para obter um efeito prazeroso ou para evitar ou diminuir sentimentos ou experiências desagradáveis como a dor.

O efeito viciador varia consideravelmente, não somente de uma droga para outra mas também de pessoa para pessoa.

As drogas podem causar dependência física, ou seja, o corpo fica tão acostumado a elas que a sua química de fato se altera.

Por isso, quando é retirada, podem ocorrer graves sintomas físicos, que persistirão até que o corpo se acostume a ficar sem a substância.

Quase todas as pílulas para dormir, por exemplo, alteram o ritmo do sono e, a menos que se tome a droga, o sono é perturbado e agitado.

Em geral, considera-se que uma droga está provocando dependência física quando sua interrupção causa um grau significativo de desconforto.

Muitas drogas podem também causar dependência psicológica por produzirem sensações tão agradáveis e satisfatórias que o usuário se sente incapaz de ficar sem elas, sendo impelido a consumi-las continuamente.

As mais devastadoras para a nossa estrutura social são o álcool, a heroína e outros opiáceos, e a cocaína. Elas causam uma dependência física e psicológica de tal gravidade que o usuário se sente compelido a tomá-las não somente para obter prazer mas também para evitar o desconforto físico.

Muitos mitos cercam o uso de determinadas drogas, em particular a maconha e a cocaína. Entre eles, o de que elas não viciam ou que, de alguma forma, melhoram o desempenho. Pesquisas recentes comprovam que tais crenças são falsas.

O corpo acaba desenvolvendo tolerância a muitas drogas que causam dependência, de tal forma que é necessário tomar doses cada vez maiores para manter os efeitos prazerosos ou impedir os desagradáveis.

Se a necessidade do viciado não for satisfeita, surgem sintomas de abstinência. Em alguns casos, esses sintomas poderão ser danosos ou até fatais, e a retirada da droga deverá ter supervisão médica.

Quem faz Parte do Grupo de Risco?

Nem todo mundo que toma uma droga viciadora, seja por motivos sociais ou médicos, torna-se dependente dela. Antigamente, acreditava-se que diferenças genéticas entre pessoas faziam com que tivessem maior ou menor probabilidade de se tornarem viciadas.

Atualmente, a maioria dos médicos acredita que o vício é muito mais o resultado de uma interação entre a personalidade de um indivíduo e suas circunstâncias de vida. A rota de fuga poderá ser o álcool ou os tranqüilizantes, ou, numa diferente faixa etária ou cultura, a cocaína ou a heroína.

Qualquer que seja a droga, ela propicia uma solução apenas temporária para os problemas e a dependência aumenta até se transformar na questão
central da vida do indivíduo.

Quais são os Sintomas?

Cada droga produz tipos específicos de sintomas mentais e físicos. Em geral, é provável que qualquer vício provoque uma deterioração gradual dos padrões de trabalho, das relações pessoais ou de ambas as coisas.

O comportamento dos dependentes de drogas muitas vezes é errático e seu humor pode ser volúvel, com períodos de agitação e irritabilidade se alternando com um torpor extremo.

Freqüentemente há perda de apetite, fadiga inexplicável e mau humor. Se alguém próximo a você apresentar alguns desses sintomas, isso não indica necessariamente dependência de droga.

Mas, se a pessoa também passar a gastar cada vez mais tempo longe de casa e parecer estar sempre sem dinheiro sem motivo aparente, você poderá suspeitar de abuso de droga.

Quais são os Riscos?


Não existem estatísticas confiáveis sobre o número total de pessoas dependentes de drogas no Brasil. Isso se deve parcialmente ao fato de muitos viciados jamais receberem tratamento e continuarem a obter suas drogas ilegalmente.

Segundo estudos realizados nos Estados Unidos, cerca de 2 milhões de americanos experimentaram heroína uma vez.

Um número consideravelmente maior experimentou cocaína, mais de 4 milhões de pessoas usam cocaína regularmente e são todas viciadas ou viciadas em potencial.

Com certas drogas, um viciado poderá desenvolver tolerância, o que aumenta perigosamente o risco de uma dose fatal.

Além dos danos óbvios à saúde mental resultante dos efeitos das próprias drogas, o abuso impõe outros riscos graves.

Os usuários de drogas injetáveis muitas vezes compartilham agulhas ou não as esterilizam antes do uso e, conseqüentemente, a hepatite, a infecção por HIV (que causa a Aids) e outras doenças contagiosas são comuns entre os viciados.

Ao mesmo tempo, o alto custo das drogas ilegais pode fazer com que um consumidor dessas substâncias tente conseguir dinheiro para comprá-las por meio de práticas criminosas, inclusive prostituição, com um elevado risco de doenças sexualmente transmissíveis.

Além disso, não existe controle sobre a pureza ou potência das drogas ilegais. Elas podem ser encontradas em estado puro, e portanto mais potentes, ou em combinação com substâncias venenosas.

O que deve ser Feito?


Toda pessoa viciada em uma droga precisa de ajuda, mas é improvável que os próprios viciados busquem auxílio, a menos que estejam desesperados.

Se você estiver preocupado com abuso de droga por você mesmo ou por outra pessoa, consulte um médico ou um centro de apoio a dependentes de drogas.

Qual é o Tratamento?


O tratamento é essencialmente igual ao do alcoolismo, em especial porque muitas pessoas, além de viciadas em álcool, são viciadas em outras drogas.

Veja “Qual é o tratamento?” em Abuso e dependência de álcool. Nos grandes centros urbanos, existem também grupos de auto-ajuda semelhantes aos Alcoólicos Anônimos para aqueles que estão tentando se recuperar da dependência de drogas.

IMPORTANTE


Existem riscos de saúde potencialmente sérios envolvidos no uso indevido de qualquer droga, não importa quão inofensiva possa parecer. Por exemplo, álcool, nicotina e cafeína, embora comumente usados, são drogas que freqüentemente geram um certo nível de dependência.

O uso de anfetaminas (estimulantes antes usados amplamente no tratamento da obesidade) e opiáceos (analgésicos como morfina e codeína) freqüentemente provoca dependência.

E drogas como maconha e cocaína, de uso médico limitado, são usadas em excesso, por provocar estados alterados de humor. Para obter mais informações sobre o uso indevido dessas e de outras drogas, veja o ícone Gráficos e tabelas.

Drogas esteróides anabólicas (veja hormônios sexuais masculinos), comumente chamadas “esteróides”, são hormônios sintéticos que imitam o efeito do hormônio sexual masculino testosterona.

Essas drogas, que aumentam o volume e a força do músculo, foram excessivamente empregadas por atletas que queriam melhorar rapidamente o seu desempenho.

Entretanto, o abuso de esteróides anabólicos envolve muitos riscos potencialmente sérios à saúde, incluindo retenção de líquidos, enrijecimento das artérias, lesão nas glândulas supra-renais, infertilidade, impotência, lesão nos testículos, lesão no fígado, alguns tipos de câncer e até mesmo a morte.

Além disso, adolescentes do sexo masculino que abusam dos esteróides anabólicos estão sujeitos a problemas de desenvolvimento ósseo e muscular que podem impedir o crescimento.

O uso de esteróides anabólicos por atletas é amplamente criticado pelos médicos e proibido pelas organizações esportivas em todo o mundo.