É muito importante, que o enfermeiro juntamente com o cuidador familiar, ficarem atentos para dar uma assistência adequada para promover o bem estar para eles.
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RESUMO
A população brasileira vem envelhecendo de forma rápida e, consequentemente, devido a grande melhoria da qualidade de vida, a incidência das patologias que acometem idosos, principalmente as psiquiátricas, vem crescendo, fazendo com que os idosos apresentam dependência física, emocional e intelectual.
O presente trabalho tem como objetivos focalizar o fenômeno do envelhecimento no Brasil, especificamente a doença de Alzheimer, a assistência prestada em Home-Care para o paciente portador desta doença e enfatizar os cuidados de enfermagem neste atendimento através de revisão bibliográfica, entre o período de 1999 a julho de 2006.
O conhecimento teórico da doença de Alzheimer, do envelhecimento e suas necessidades no Brasil, da saúde brasileira e da assistência do home care são necessários para se reconhecer a assistência de enfermagem ao paciente com Alzheimer em home care. INTRODUÇÃO
A motivação que nos leva a realizar este tema, é devido o aumento da população idosa, pq estão cada vez mais necessitando de cuidados especializados, e também para entender melhor esta doença que esta acometendo a maioria dos idosos.
Cientistas definem que a elevação do número de pessoas idosas no mundo é decorrente não somente à diminuição de taxas de mortalidade em todas as faixas etárias, mas também da diminuição da taxa de fecundidade.
Através disto, acarreta-se grandes dificuldades para o cuidador familiar e para a sociedade, pois esta é preconceituosa com o idoso, baseando-se em conceitos errôneos, acreditando que o idoso é uma pessoa improdutiva.
Outro problema é a previdência social, que não esta estruturada para receber tantos pedidos de aposentadoria e arear para pagá-las.
Analisando as condições socioeconômicas dos países em desenvolvimento, tornase difícil conciliar as necessidades do dia a dia como trabalho e filhos, com outra ocupação, ou seja, com prestar cuidados contínuos e específicos para o idoso, principalmente para aqueles que apresentam a doença de Alzheimer.
A doença de Alzheimer é uma afecção neurodegenerativa progressiva e irreversível, o aparecimento é incidioso que acarreta a perda da memória e desturbios cognitivos, deixando o idoso dependente de seu cuidador.
Como este paciente não pode permanecer dentro do âmbito hospitalar, gerando gastos desnecessários e correndo grande risco de infecção hospitalar, criou-se a assistência domiciliar, também conhecida como home care.
O home care surgiu nos Estados Unidos, mais precisamente no Estado de Carolina do Norte, no século XIX, através de mulheres que realizavam atendimentos a pacientes pobres.
Desde então o home care vem se expandindo pelo mundo. No Brasil não há registro da história do home care, somente depoimentos de pessoas que participaram e participam de seu desenvolvimento.
O home care é definido basicamente como um serviço de assistência à saúde e tratamento do paciente, realizado na sua própria residência, envolvendo uma equipe multidisciplinar, com o objetivo de promover, manter ou restabelecer a saúde ou minimizar os efeitos das enfermidades.
A assistência de enfermagem em home care à paciente idoso com doença de Alzheimer é o título desta pesquisa, onde iremos descrever todos os aspectos encontrados na bibliografia que a enfermagem atua e quais são seus benefícios, destacando o idoso no Brasil, a fisiopalogia desta doença e as rotinas do home care. OBJETIVOS
Abordar os aspectos conceituais do processo de envelhecimento e a assistência domiciliária (home care) pregonizada ao idoso, acometido por doença de Alzheimer, na literatura científica brasileira, no período de 1999 a 2006.
O ENVELHECIMENTO
De acordo com estudos demográficos a população brasileira está envelhecendo, prevendo-se que no ano de 2025, o Brasil ocupará o sexto lugar entre os países com o maior número de idosos, ou seja, pessoas com mais de sessenta anos de idade.
Com isso acarretam-se problemas associados ao envelhecimento, como aposentadorias e doenças próprias da terceira idade, constituindo grandes desafios para a saúde pública, principalmente em um país em desenvolvimento e com grandes desigualdades sociais.
Com o decorrer do envelhecimento pode acontecer uma perda da autonomia do idoso, mesmo com os avanços da medicina, na qual ocorreu um prolongamento da expectativa de vida, o idoso perde parte de sua capacidade de se relacionar com o mundo.
Isto nada mais é que um processo irreversível, o envelhecimento. “As pessoas passam por várias etapas na vida: infância, adolescência, vida adulta e velhice. O envelhecer é, pois, um processo normal que caracteriza uma etapa da vida do homem”.
Hoje no Brasil, com base na Lei nº10. 741, de 1º de outubro de 2003 foi elaborado o estatuto do idoso, na qual cobre todos os seus direitos.
Inclusive no artigo 1º está descrito que “é instituído o Estatuto do idoso, destinado a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos”.
No estatuto do idoso descreve que a partir dos 60 anos o indivíduo já é considerado idoso, porém especialistas descrevem que depende de fatores hereditários, do ambiente, do regime alimentar e do estilo de vida.
Com base nestes dados criaram-se muitos programas ensinando “o envelhecimento saudável”, que além de um bom estado de saúde as pessoas idosas necessitam de um reconhecimento, respeito e segurança.
Estes programas podem ser dirigidos por enfermeiros capacitados que desenvolvem qualidade de vida e ações adequadas para preservar este envelhecimento.
Mas os idosos que não conseguem manter um envelhecimento saudável irão precisar de uma atenção especial, pois este necessitará de cuidados contínuos e especializados.
Então para um bom desenvolvimento de um cuidar eficaz e com qualidade é dever do profissional de enfermagem manter a fidelidade, lealdade e compromisso para com paciente.
Além dos cuidados que os idosos irão receber, eles enfrentam também outros problemas psicossociais que influênciam negativamente no seu padrão de envelhecimento saudável como:
• Perda da Posição Social: sentem-se inúteis na comunidade, perdem seu papel dentro do lar, há uma dificuldade em se relacionar.
• Pobreza: dificulta ter acesso à alimentação, habitação, medicamentos e outras coisas que necessitam. • Solidão: diminuem o relacionamento com as pessoas, dificuldade em se locomover, incapacidade física. • Aflição ou Angústia: geralmente estes sentimentos levam a depressão, pois perdem os parentes próximos e começam a lidar com a morte.
• Medos Diversos: medo da solidão e da morte.
A aposentadoria quando chega à vida de um ser humano é um marco, pois encera a sua rotina de pessoa trabalhadora e passa ser vista pela sociedade como pessoa improdutiva, que não se enquadra nos padrões de beleza e juventude culturalmente valorizadas. Nesta sociedade a velhice foi revestida de valores negativos e errôneos.
Há pontos positivos e negativos na aposentadoria, como:
• Positivo: para de sofrer com pressões do trabalho, o desgaste físico chega ao fim. • Negativo: o indivíduo tende a diminuir os seus contatos sociais, sofre com a baixa auto-estima.
O idoso e estas informações colocadas até aqui não esgotam o tema, contudo devem ser esclarecidas como aspecto importante para melhor compreender a condições físicas e psicossociais que o paciente portador de Alzheimer sofre como todos os idosos. ALZHEIMER
DEFINIÇÃO DA PATOLOGIA ALZHEIMER
A doença de Alzheimer (DA) caracterizada pelo neuropatologista alemão Alois Alzheimer em 1907, é uma afecção neurodegenerativa progressiva e irreversível de aparecimento incidioso que acarreta perda da memória e diversos distúrbios cognitivos.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) a doença de Alzheimer é assim definida:
Uma doença cerebral degenerativa primária, de etiologia desconhecida, com aspectos neuropatológicos e neuroquímicos característicos.
Instala-se, usualmente, de modo insidioso e desenvolve-se lenta, mas continuamente por um período de anos, e este por ser tão curto, como dois ou três anos, mas ocasionalmente, pode ser consideravelmente mais prolongado.
O inicio pode ser na meia-idade ou até mais cedo (inicio pré-senil), mas a incidência é maior na idade avançada (inicio senil).
Em casos antes da idade dos sessenta e cinco e setenta anos, há a probabilidade de uma história familiar de uma demência semelhante, tendo um curso mais rápido e predominância de aspectos de dano do lobo-temporal e parietal, incluindo disfasia ou dispraxia.
Em casos com inicio mais tardio, o curso tende a ser mais lento e caracterizado por um comprometimento mais geral das funções corticais superiores. Os indivíduos com Síndrome de Down têm um grande risco de desenvolver a Doença de Alzheimer.
O cérebro do doente de Alzheimer sofre de atrofia e processo degenerativo com perda neuronal. O acumulo de proteínas e placas senis afeta a transmissão dos neurotransmissores causando a demência.
Esta demência tem como sintomas o dano cerebral afetando o funcionamento mental (memória, atenção, concentração, linguagem, pensamento), e compromete seriamente o comportamento do idoso deixando-o mais dependente de seu cuidador. Porém estes sintomas se manifestam de maneira lenta e gradativa.
Segundo os cientistas, a maior incidência desta patologia é por volta dos 60 anos de idade, podendo também atingir adultos com idade inferior com menor freqüência.
Seus diagnósticos são realizados através de observações do quadro clínico, exames laboratoriais e diagnósticos por imagem. Porém, estes diagnósticos somente são confirmados através de exames neuropatológicos.
Os transtornos do humor afetam uma porcentagem considerável de indivíduos com doença de Alzheimer. Esta condição é difícil de detectar, dependendo do agravamento do acometimento. Genética e Hereditariedade da Doença de Alzheimer
Cerca de um terço dos casos de doença de Alzheimer apresentam familiaridade e comportam-se de acordo com um padrão de herança monogênico autossômico dominante. Estes casos em geral são de acometimento precoce e familiar extensas tem sido periodicamente estudados.
Diante deste fato há uma necessidade maior de conhecimento tanto por parte da população quanto pelos profissionais da saúde sobre esta hereditariedade para acompanhamento médico e diagnóstico precoce.
Os sinais e sintomas da doença de Alzheimer
Os sintomas da doença apresentam de duração indeterminada, podendo aparecer lentamente.
Os sinais e sintomas compreendem:
• Humor: em 30% dos casos há ocorrência de depressão. A fala permanece inalterada até período tardio da doença.
• Sinais físicos: inicialmente não apresenta déficit motor. Na fase intermediária não realiza movimentos propositais. Na fase terminal apresenta perda de toda a atividade voluntária.
• Orientação: o paciente frequentemente fica perdido em locais familiares. Com a progressão da doença apresenta desorientação de tempo, lugar e pessoa.
• Memória: a perda da memória acentua-se progressivamente sendo um sinal precoce de demência. • Personalidade: apresenta inicialmente apatia, irritabilidade e indiferença. Na fase avançada apresenta ilusões paranóides decorrente da perda de memória, torna-se agressivo e apresenta reações catastróficas.
• Estado funcional: primeiramente apresenta julgamento deficiente nas atividades cotidianas. Progressivamente apresenta declínio ao manusear dinheiro, usar telefone, entre outros.
• Expectro de atenção: apresenta distração passível e espectro de atenção curto. • Atividade psicomotora: apresenta hiperatividade, agitação inquietação.
• Ciclo do sono e vigília: apresenta alterado por apresentar vagueação e agitação à noite.
Os sintomas iniciais do Alzheimer como lapsos de facilidade de se confundir e diminuição da relação de tarefas cotidianas. Com o progresso da doença, surgem dificuldades para realizar tarefas mais simples. Já na fase avançada, o paciente perde sua independência motora, necessitando constantemente de um cuidador.
Os óbitos ocorrem de 10 a 15 anos após o aparecimento do primeiro sintoma, geralmente por motivos de quadros infecciosos decorrente da fragilidade originada pela cronicidade da doença.
Os sintomas depressivos são encontrados em até 40-50% dos pacientes, enquanto transtornos depressivos acometem algo em torno de 10-20% dos casos.
É de grande importância a enfermagem obter conhecimento destes para auxiliar na implementação dos cuidados de enfermagem, além de favorecer a orientação aos familiares e cuidadores de enfermagem. Diagnóstico
O diagnóstico da doença de Alzheimer deve obedecer ao Manual de Diagnóstico e Estatística da Associação Psiquiátrica Americana (DSM) e o de Doença de Alzheimer.
Entretanto, existem exames complementares para este diagnóstico:
Os exames complementares recomendados são: hemograma completo, concentrações séricas de uréia, creatinina, tiroxina livre, hormônio tíreo-estimulante, albumina, enzimas hepáticas, vitamina B12 e cálcio, reações sorológicas para sífilis e, em pacientes com idade inferior a 60 anos, sorologia para HIV.
Exame do líquido cefalorraqueano está indicado em situações particulares. Tomografia computadorizada (ou preferentemente ressonância magnética, quando disponível) é exame obrigatório e tem a finalidade principal de excluir outras doenças. Cintilografia de perfusão (SPECT) e EEG são métodos opcionais.
Alguns cientistas relatam que o diagnóstico definitivo da doença de Alzheimer depende de exame anatomopatológico de tecido cerebral obtido em biópsia ou necrópsia.
Desta forma, o diagnóstico clínico apresenta maior segurança ao paciente, não havendo, portanto, indicação de biópsia cerebral com esta finalidade.
É importante que a enfermagem conheça estes diagnósticos como forma de orientar o paciente e seus familiares quanto a sua realização.
HOME-CARE
HISTÓRICO DO HOME CARE
Nos Estados Unidos o atendimento domiciliar se iniciou antes do séc. XX pelos médicos em consultas particulares e por mulheres que tinham o papel de cuidador, onde o pagamento era feito diretamente pelos usuários, ou seja, por quem solicitou o serviço.
Com o apoio governamental nos Estados Unidos, o âmbito de atendimento domiciliar se estendeu para a saúde pública devido a vários fatores como doenças infecto-contagiosas, mudando assim a concepção dos prestadores de saúde, atendendo também a população pobre.
No séc. XIX com a criação de empresas particulares de prestação de assistência domiciliar na Inglaterra, surgiu a necessidade de profissionais de saúde, como enfermeiros para atuarem neste campo, sendo esta modificação desenvolvida por Florence Nigthtingale, visto que estas influenciaram os Estados Unidos.
O programa do governo mais importante foi o Medicare que se dividia em duas partes. A primeira era um programa de adesão obrigatória onde havia a cobertura de hospitalização a outra era de adesão voluntária que financiava os serviços de diagnóstico, o transporte dos doentes, transplantes e até os serviços domiciliares essa associação por volta de 1965.
No Brasil ainda não há registro formal sobre a história do home care. O primeiro hospital com essa assistência domiciliar se deu no Rio de Janeiro por volta de 1949 com o nome de SAMDU (Serviço de assistência Médica Domiciliar e de Urgência), inicialmente ligado ao Ministério do trabalho, seguindo este trabalho para vários outros estados brasileiros, dentre eles: São Paulo, Rio Grande do Sul, Pará, Pernambuco, Piauí e Ceará.
No SAMDU os médicos tinham salário maior do que os colegas que trabalhavam nos hospitais e eram contratados pela CLT (consolidação das leis do trabalho). Nessa mesma época se construiu os PU (postos de urgência) muita das vezes eram juntos com os PAM (pronto atendimento médico).
Os médicos tanto nos PU como nos domicílios davam atestado de incapacidade para o trabalho, óbito e até mesmo licença-natalidade. A solicitação era feita através de telefonemas.
Também ocorria visita domiciliar a pacientes, ou melhor, a previdenciários que apresentavam doenças crônicas sendo que os médicos responsáveis por esse tipo de atendimento não participavam de plantões, somente atendiam consultas domiciliares agendadas, ou seja, consultas de rotina.
O IAMPSE no ano de 1967 resolveu criar o AD (assistência domiciliar), com o objetivo de diminuírem a sobrecarga dos leitos hospitalares, sendo este um problema que enfrentamos desde essa época até na nossa atualidade.
Tanto no Brasil como nos Estados Unidos, ou melhor, no mundo de um modo geral o envelhecimento da população é um dos responsáveis pelo desenvolvimento do atendimento domiciliar.
O maior número de patologias atendidas pela assistência domiciliar são doenças crônicas degenerativas, porém esta modalidade atende outras patologias de curta duração e/ou de caráter agudo, sendo esta modalidade expressa em documentos oficiais do Ministério da Saúde do Brasil. DEFINIÇÃO DE HOME CARE
O home-care ou assistência domiciliar ou atendimento domiciliar é definido como um serviço de assistência domiciliar onde o cuidado à saúde é prestado na residência do paciente, com a seguinte finalidade: promover, manter ou reestabelecer a saúde ou minimizar os efeitos de diversas enfermidades.
Estes serviços compreendem cuidados da vida diária do paciente como alimentação, higiene íntima, cuidados com medicação, curativos, nutrição, diálise, entre outros.
A aceitação do home care depende respectivamente de: estabilidade clínica, suporte social como cuidador, família, voluntários, etc., ambiente apropriado, avaliação profissional das demandas existentes e suporte financeiro.
Na home-care, os profissionais que integram a equipe são: médico, enfermeiro, auxiliar ou técnico de enfermagem, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, massoterapeuta, fonoaudiólogo, assistente social, farmacêutico, técnico de laboratório, odontólogo, protético, auxiliar ou técnico de higiene dental, o nutricionista, psicólogo, educador, além de voluntários que são, geralmente, familiares e amigos.
Assim, o hospital tem como objetivo transferir o mais rápido possível o paciente para sua residência, onde irá receber todos os cuidados já citados acima, ou seja, darão continuidade ao seu tratamento.
INCLUSÃO DO PACIENTE EM HOME CARE
No Brasil não há padrão estabelecido para a utilização do home-care, mas geralmente os pacientes são indicados pelos médicos em setores privados.
Os critérios adotados para que haja a admissão do paciente na assistência domiciliar são: condições individuais e clínicas do paciente; condições ambientais verificando condições da residência (segurança) e saneamento básico; características do grupo familiar que é indispensável para o sucesso do tratamento, visando que estes conhecem as necessidades a serem supridas pelo paciente.
Após ser avaliados os pré-requisitos do paciente, serão programadas as atividades necessárias, os profissionais, os equipamentos e materiais e medicamentos que serão utilizados.
Igualmente ao hospital, o paciente possui um prontuário, onde se registra o motivo da assistência, a previsão de alta, o diagnóstico principal e secundário, os exames complementares e a evolução por todos os profissionais envolvidos.
Os pacientes são classificados por grupos da seguinte forma: • Grupo I: são pacientes agudos que geralmente possuem, por exemplo, um ferida infectada, fratura, pneumonia, diabetes gestacional.
• Grupo II: são pacientes que estão em estágio inicial de uma patologia crônica, necessitando de aprendizado para habituar-se a esta patologia. Exemplos: doenças cardíacas, diabetes e acidente vascular cerebral (com seqüela).
• Grupo III: são pacientes com doenças crônicas em estágio intermediário, apresentando algum comprometimento que prejudique seu auto cuidado ou sua independência. Assim este paciente irá aprender a desenvolver a um nível máximo de independência.
Exemplo de Patologias: acidente vascular cerebral com hemiplegia, amputação de algum membro, diabetes com seqüelas mais grave como cegueira, doenças cardíacas em estágio intermediário e artrite.
• Grupo IV: são paciente que possuem alguma doença em estágio avançado, sendo mantido na residência com assistência domiciliar constante.
Exemplos: artrite severa, doença cardíaca grave, câncer e pacientes com problemas neurológicos. • Grupo V: são pacientes que apresentam doenças crônicas em estado terminal, tendo a assistência domiciliar a função de manter o paciente o maior tempo possível em sua residência, com seus familiares e amigos.
Exemplos: doença pulmonar obstrutiva crônica, câncer, cirrose, insuficiência renal e doenças do coração grave.
Através desta classificação são estabelecidas as metas e os cuidados necessários a cada paciente.
A alta da assistência domiciliar compreende-se simplesmente na cessação das atividades desenvolvidas pela equipe multiprofissional. BENEFÍCIOS DO HOME CARE
Os objetivos do home care são:
1. Otimização dos leitos hospitalares e do atendimento ambulatorial, propondo a diminuição das reinternações e redução de custos hospitalares;
2. Reintegrar o paciente no seu núcleo familiar e de apoio;
3. Proporcionar assistência humanizada e integral, aproximando equipe de saúde e família;
4. Promover participação no tratamento da família e paciente;
5. Promover educação em saúde; 6. Reinserir o idoso na comunidade;
7. Preservar a autonomia do idoso; 8. Recuperar a independência funcional do idoso;
9. Redução do risco de infecção hospitalar;
10. Aumento da qualidade de vida do paciente e familiar;
11. Diminuição do abandono de idosos em asilos.
Além destes benefícios citados acima, podemos destacar que há grandes benefícios econômicos se analisarmos que há uma diminuição de custos de hotelaria para o hospital, diminuição nos atendimentos em hospitais e postos de saúde, consequentemente diminuindo a necessidade de ampliação da estrutura física destes locais, além de melhora do estado de saúde da população, que passam a ter maior oferta de leitos, melhor acesso ao tratamento e educação sobre saúde.
O fato do paciente atendido pelo home care se encontrar em seu ambiente de seu costume ele se sente melhor amparado e claro que isso ajuda seu restabelecimento, além do que a relação é mais humanizada quando há o envolvimento da família.
Vale destacar sempre que o idoso em casa raramente desenvolve úlcera de decúbito e nem infecção urinária, além disso, o numero de reinternações diminui significativamente.
Como já é algo visível no mundo, como aumento na expectativa de vida que significa uma melhor qualidade de vida e a assistência domiciliar é uma das ferramentas a serem utilizadas para que o tratamento do idoso seja feito de forma humanizada.
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
A ENFERMAGEM E O ENVELHECIMENTO
Cientistas, relatam que existem estudos recentes evidenciando as atitudes dos profissionais de enfermagem e estudantes em relação ao idoso como atitudes negativas.
Estas atitudes do enfermeiro são influenciadas através de seus valores, da sua cultura, pela sociedade, sendo percebida sua prática profissional, no modo de seu cuidar, ou seja, no seu relacionamento com os pacientes.
Os valores negativos que a nossa sociedade atribui ao idoso são: um ser improdutivo, doente, inválido e ultrapassado, em fase final de sua vida, sem objetivos e esperanças.
Diante disto, a enfermagem deverá estabelecer o apoio emocional, o estímulo para enfrentar a situação vivida e/ou a não expectativa de recuperação, estes sendo concretizados através da relação de ajuda a partir da verbalização. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO IDOSO EM HOME CARE COM ALZHEIMER
Como relatado anteriormente, o Alzheimer inicia-se com perda de memória e esquecimento em longo intervalo de tempo, sendo aparentemente assintomática.
Com a progressão da patologia, o paciente pode vir a perder a capacidade de reconhecer familiares, locais e objetos, podendo apresentar pensamentos conturbados, agressividade, depressão e hostilidade no meio em que vive.
O enfermeiro juntamente com o cuidador familiar orientado pelo enfermeiro tem como objetivo dar as seguintes assistências:
Sustentação a Função Cognitiva:
A atuação da enfermagem neste componente se baseia em promover um estímulo à comunicação de forma clara e objetiva, requerer exercícios físicos, proporcionar segurança através de um ambiente calmo, a fim de diminuir o declínio cognitivo da doença.
Segurança Física:
Para garantir a segurança física do paciente, a enfermeira deverá proporcionar um ambiente seguro, ou seja, retirar todos os riscos óbvios de quedas, queimaduras ou lesões.
Exemplos: portas que dão para fora da casa devem permanecer sempre trancadas, fumar somente com a supervisão de outra pessoa, apurar medicações e alimentações do paciente, entre outros. A contencão deve ser evitada, pois pode causar maior irritação no paciente.
Ansiedade e Agitação
Nestes fatores a enfermagem atua em duas formas:
1. Devido a algumas manifestações clínicas, como agitação e excitação, o ambiente domiciliar deve ser mantido o mais calmo e tranqüilo, sem aglomeração ou ruídos.
2. Quando ocorre perda cognitiva, o paciente pode apresentar déficit nas suas capacidades, necessitando neste momento de um apoio emocional constante.
Comunicação
Para promover uma comunicação efetiva, a enfermagem deve utilizar uma linguagem simples, com frases de fácil compreensão, para facilitar a percepção do paciente.
Este paciente, frequentemente, esquece o significado de certas palavras ou possuem dificuldade para organizar e expressar seus pensamentos. A linguagem escrita pode ser uma ferramenta apropriada para facilitar a compreensão do paciente. Independência no Autocuidado
As alterações fisiopatológicas no cérebro tornam difícil a uma pessoa com doença de Alzheimer manter a independência física.
Diante deste fato, a enfermagem deve estimular a paciente, de uma forma simples e segura, a realização das atividades de auto cuidado em pequenas etapas, alcançando seus objetivos, promovendo assim a sensação de autorealização.
Socialização
A doença de Alzheimer não elimina a necessidade de socialização do paciente, por isso a enfermagem deverá promover momentos de recreação, atividades físicas, contatos com antigos amigos, além de estimular o paciente a expressar suas dificuldades sexuais entre cônjuges quando necessário.
Nutrição
O momento da refeição pode vir a se tornar constrangedor, podendo o paciente “brincar” com os alimentos ou, por falta de coordenação, não conseguirem se alimentar utilizando os talheres.
Diante disto, a enfermagem deverá promover:
• Manter um ambiente simples e tranqüilo nas refeições; • Oferecer alimentos de paladar agradável e com boa aparência; • Cortar os alimentos em pedaços pequenos a fim de evitar sufocação; • Verificar temperatura de alimentos e líquidos para evitar queimaduras; • Oferecer líquidos e gelatina para prevenir desidratação; • Se o paciente não conseguir alimentar-se sozinho, deve-se oferecer alimentos ao paciente a fim de evitar desnutrição.
Atividades e Repouso
Devido aos distúrbios da doença de Alzheimer, o padrão de sono do paciente apresenta alterações, podendo ocorrer outras patologias. O estímulo de exercício físico durante o dia (respeitando sempre as limitações do paciente) e a diminuição do sono durante o dia estimula eficientemente o sono noturno. Apoio aos Familiares
Os familiares e até mesmo amigos, podem apresentar esperança de haver erro de diagnóstico ou cura da doença de Alzheimer.
Assim, a enfermagem deve orientar estas pessoas sobre a patologia, os sintomas, a prevalência, entre outros, com o intuito de promover uma melhor aceitação ou um conforto a essas pessoas para enfrentarem essa patologia.
Cuidadores de Enfermagem
Os cuidadores de enfermagem são auxiliares, técnicos, enfermeiros especializados em gerontologia ou até mesmo familiares, devem ser capacitados, orientados e estimulados pelo enfermeiro de forma sensível a prestar os cuidados necessários a fim de restabelecer e minimizar os problemas decorrentes.
A família e/ou cuidador tem papel fundamental no cuidado ao cliente em seu domicílio. Familiares e leigos só podem ser orientados e não formados. Podem-se propor mudanças de ambiente e adequação para o idoso dentro das normas técnicas.
Em pesquisas de vários cientistas, foram avaliadas questões relacionadas ao conhecimento da doença de Alzheimer por parte de cuidadores familiares, concluindo que estes possuem bom conhecimento sobre o diagnóstico e o prognóstico da doença.
Estes esclarecimentos são fornecidos aos familiares durante as consultas médicas e também por meio de materiais informativos impressos, além do crescente uso da internet com esta finalidade.
Sendo assim, estas informações poderiam ser melhores esclarecidas através de instruções realizadas pela enfermagem, pois as informações conseguidas através de familiares ou pela internet, podem conter informações erradas ou atrapalhar a correlação do cuida CONSIDERAÇÕES FINAIS
Através deste trabalho verificou-se que há uma grande necessidade do home care no Brasil e, principalmente, das intervenções de enfermagem neste meio.
Esta necessidade é claramente percebida quando relacionada ao idoso, principalmente ao idoso com Alzheimer, sendo neste âmbito percebido uma maior autonomia destes profissionais, enfermeiros, no sentido de favorecer a população e diminuir a sobrecarga nos hospitais.
A doença de Alzheimer ainda é alvo de várias pesquisas que focalizam as causas e os pacientes acometidos. Diante disto percebe-se que há uma grande dificuldade de se diagnosticar esta patologia, influenciando na implementação dos cuidados de enfermagem.
A enfermagem tem um papel de grande relevância na assistência domiciliaria ao paciente idoso com Alzheimer, visto que é responsável por auxiliar o paciente a amenizar ou simplesmente a conviver seus sinais e sintomas, atuando da seguinte forma: na sustentação da função cognitiva, na segurança física, na ansiedade e agitação, na comunicação, na independência no auto cuidado, nas atividades e repouso, na socialização, na nutrição e no apoio aos familiares.
O apoio aos familiares constitui uma das principais assistências da enfermagem. A família, além do paciente, é um relevante elemento da assistência do home care, visto que, a família é a principal ferramenta da enfermagem para continuidade e apoio aos cuidados ao idoso.
Entretanto, para elaboração desta pesquisa o material escasso dificultou a focalização do tema, em virtude desta doença ainda apresentar-se em estudo, como citado acima, e pelo home care ainda não ser bem difundido em todo o país.
Esta pesquisa acrescentou grandes conhecimentos em nossas vidas pessoais e profissionais, modificando inteiramente nossas concepções e pensamentos sobre o idoso, acrescentando conhecimentos fundamentais sobre a doença de Alzheimer e, principalmente, fez com que adquiríssemos conhecimento sobre o home care e sobre a atuação da enfermagem neste meio, ampliando nossas visões sobre este tipo de assistência e sob o relevante papel da enfermagem.