Leishmaniose Canina o que é, Como se transmite?

A Leishmaniose canina é uma doença parasitária transmitida pela picada de mosquitos. Também Podendo ser transmitida ao Homem pela picada do mosquito, só afetando habitualmente pessoas com o sistema imunitário insuficiente, como indivíduos soropositivas e crianças muito pequenas. Saiba Mais!!!...
A transmissão ao Homem nos países desenvolvidos é muito rara.

Sintomas

O parasita multiplica-se na medula óssea, no baço, e nos gânglios do animal, originando um quadro de sintomas muito variável.

Os animais afectados podem apresentar um ou mais dos seguintes sintomas:

• Perda de peso e/ou falta de apetite

• Apatia e debilidade

• Seborreia, feridas que não cicatrizam crescimento rápido das unhas (Fig 1).

• Anemia, Inchaço dos gânglios linfáticos

• Insuficiência renal (bebem muita água e urinam muito).

• Distúrbios digestivos: diarreias persistentes, vómitos.

• Lesões oculares (conjuntivites e lesões da córnea).

• Hemorragias nasais

O diagnóstico definitivo é feito por análise de sangue ou pesquisa de leishmanias na medula óssea e gânglio linfático. (Fig 2).

Evolução e Tratamento

A Leishmaniose é uma doença de evolução crónica, que sem tratamento leva à morte do animal. Logo que a doença é diagnosticada deve iniciar-se o tratamento.

Préviamente fazem-se análises para avaliar o estado clínico do animal em questão e a sua capacidade de reagir ao tratamento. O tratamento é seleccionado consoante o resultado das análises.

O animal pode manter uma boa qualidade de vida durante muitos anos desde que tratado adequadamente.

Plano de Tratamento

Embora existam vários protocolos de tratamento um dos mais utilizados consiste:

1º mês: – Injecções diárias de um principio activo que destrói o parasita.
+
- Medicação em comprimidos – um fármaco estimulante imunitário e um fármaco que impede a multiplicação do parasita

2º mês e Seguintes: Mantêm-se a medicação em comprimidos.

No caso de animais com insuficiência renal ou particularmente debilitados pode optar-se só pelo tratamento em comprimidos até que o animal recupere e então iniciar o plano normal de tratamento.

É aconselhável repetir análises para controlar a resposta ao tratamento, 3 meses após o início do mesmo.

O animal pode ficar sempre portador do parasita por isso que se deve efetuar controles periódicos de 3 em 3 meses para prever e evitar recaídas.

As fêmeas devem ser esterializadas porque durante o cio as suas defesas imunitárias diminuem originando recaídas.

Esta doença não deve ser deixada sem tratamento uma vez que o animal é uma fonte de contágio.

Caso os donos não optem pelo tratamento (por questões financeiras ou outras), está indicada a eutanásia do animal, uma vez que de qualquer modo sem o tratamento a doença vai ser mortal.

Prevenção:

- Não existe ainda vacina contra a Leishmaniose canina. -

As Medidas para Prevenir o Contágio dos Animais São:

1- Uso de produtos repelentes de insetos – Scalibor, Pulvex, ou Advantix.

2- Evitar os passeios em zonas de rios ou charcos, sobretudo ao romper da manhã e ao fim do dia, pois são períodos de maior atividade dos mosquitos.

 


Uma Resposta a Leishmaniose Canina o que é, Como se transmite?

  1.  
    Luiz 19 / 02 / 2012

    Gostaria que revessem o que há escrito nessa página. Não sei quando foi escrito, mas um dos erros que contém aqui é dizer que não existe vacina contra Leishmaniose. No Brasil pode-se vacinar um cão saudável com as vacinas Leishmune ou Leishtec. As duas com sua eficácia comprovada.
    Grato.

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