O que é Febre Reumática, Distrofia Muscular e Câncer em Crianças

Iremos esclarecer algumas dúvidas sobre doenças nos músculos, ossos e articulações. Veremos mais sobre, febre reumática e seus sintomas, seus riscos, o que deve ser feito e o seu tratamento. Estudaremos também o que é distrofia muscular, osteomielite, pés chatos e joelhos, artrite reumatóide e câncer em crianças....

DOENÇAS DE MÚSCULOS, OSSOS E ARTICULAÇÕES CRIANÇAS

A causa mais comum de problemas nos músculos, ossos e articulações nas crianças são as Lesões. A maioria das lesões da infância se cura rápida e completamente.

No entanto, existem alguns distúrbios dos músculos, ossos e articulações que são especialmente perigosos nas crianças.

A febre reumática, apesar de muito rara atualmente, não causa problemas articulares permanentes, mas episódios graves ou recorrentes podem levar a uma doença cardíaca .

A osteomielite, uma infecção do osso, também pode trazer sérias complicações, mas em geral é tratada com sucesso. A artrite reumatóide juvenil, um distúrbio auto-imune raro, costuma se manifestar na puberdade. Contudo, algumas crianças adquirem rigidez e deformidade permanentes das articulações afetadas.

A distrofia muscular é uma doença hereditária que provoca um enfraquecimento progressivo dos músculos. Várias pesquisas intensivas estão em andamento para descobrir a cura dessa doença incapacitante.

FEBRE REUMÁTICA

A febre reumática é uma doença que afeta mais comumente crianças em idade escolar, principalmente entre 6 e 8 anos de idade. Geralmente, mas nem sempre, é caracterizada por um inchaço doloroso em determinadas articulações.

A febre reumática decorre de uma infecção na garganta causada por uma certa cepa da bactéria estreptococos. O organismo produz anticorpos para destruir as bactérias, mas em algumas crianças esses anticorpos se combinam com os antígenos e atacam os tecidos das articulações.

Mais raramente, os anticorpos atacam também os tecidos do coração. As inflamações nas articulações não deixam seqüelas permanentes, mas no coração ocasionalmente provocam uma lesão irreversível nas válvulas cardíacas.

Poucas crianças infectadas por bactérias estreptococos desenvolvem a febre reumática, mas a manifestação dessa condição indica uma certa suscetibilidade hereditária, que será intensificada se as condições de vida e a assistência médica forem insatisfatórias.

Quais são os Sintomas ?

Os movimentos fazem com que as articulações afetadas se tornem vermelhas, inchadas, quentes e doloridas. A criança também tem febre e suores, perde o apetite, sente-se doente e pode ter uma aparência pálida.

A inflamação das articulações em geral desaparece após cerca de 24 horas, mas, se não for tratada, outras articulações poderão ficar temporariamente inflamadas. Os punhos, ombros, dedos das mãos e dos pés também são ocasionalmente afetados, mas raramente sem que o quadro afete antes as outras articulações.

Se somente o coração tiver sido afetado e a doença for branda, pode haver apenas sintomas vagos, como cansaço, palidez e mal-estar geral. É por esse motivo que em muitos casos uma criança não é levada ao médico e a doença não é diagnosticada.

Mas, nos casos graves de febre reumática, há sintomas mais evidentes, como falta de ar, especialmente durante esforços físicos ou quando a criança está deitada. Além disso, existe um acúmulo de líquido sob a pele das pernas e das costas, muitas vezes causando inchaço.

Em alguns casos de febre reumática, aparece uma erupção cutânea, habitualmente no tórax, costas e abdome. Essa erupção aparece na forma de círculos avermelhados com centros claros, de 2,5 a 5 cm de diâmetro, mudando constantemente de formato. A erupção não causa coceira.

Nódulos, ou pequenos inchaços, podem aparecer (particularmente quando o coração é afetado) logo abaixo da pele que recobre áreas ósseas como os cotovelos, joelhos, nós dos dedos e dorso da cabeça. Os nódulos são redondos, com cerca de 5 a 10 mm de largura, duros e indolores.

Quais são os Riscos?

Atualmente a doença é rara em países desenvolvidos, mas ainda surgem casos, atribuídos à negligência no tratamento de uma infecção de garganta provocada por estreptococos.

Nos países em desenvolvimento, a febre reumática continua sendo uma causa importante de doença cardíaca. Por isso, é vital que uma criança com faringite seja submetida a um exame para detectar a presença de bactérias estreptococos. Um tratamento com antibióticos para a infecção prevenirá a febre reumática.

A menos que seja grave, é improvável que um episódio isolado de febre reumática leve a uma doença da válvula cardíaca. O risco de doença cardíaca aumenta com um ou mais episódios adicionais de febre reumática.

No passado, uma criança que tivesse febre reumática uma vez tornava-se mais suscetível a episódios futuros, mas, hoje, um tratamento durante toda a vida com antibióticos geralmente protege contra novas infecções estreptocócicas na garganta.

A probabilidade de desenvolver doença cardíaca aumenta consideravelmente se a febre reumática não for detectada e tratada. Em casos muito graves que afetam o coração, existe um risco de Insuficiência cardíaca.

O que Deve ser Feito?

Se uma criança apresentar alguns dos sintomas descritos, os pais devem colocá-la de cama e conversar com o médico. Se ele suspeitar de febre reumática, poderá ser realizada uma cultura da garganta e um exame de sangue. O médico também a examinará para verificar se seu coração foi afetado.

Qual é o Tratamento?

Se a febre reumática for leve, a criança poderá repousar em casa até que os exames comprovem o fim do episódio. Em casos mais graves, a criança é hospitalizada. No hospital, depois que a febre tiver cedido, a dor e o inchaço das articulações inflamadas poderão ser tratados com doses elevadas de aspirina.

Se o coração também for afetado, a medicação poderá ser mantida em doses menores, mesmo depois do desaparecimento da inflamação articular. (Mas é necessário sempre consultar um médico antes de dar aspirina a uma criança ou adolescente que esteja com uma enfermidade febril, pois a aspirina foi vinculada à Síndrome de Reye, um quadro potencialmente fatal.)

Em casos muito graves, especialmente quando o coração é afetado, o médico poderá prescrever antiinflamatórios mais potentes, como os corticosteróides.

Nos raros casos de insuficiência cardíaca, medicamentos que fortalecem o bombeamento do coração poderão ser prescritos. Um diurético também poderá ser indicado para a insuficiência cardíaca. Os diuréticos estimulam a produção de urina e, dessa forma, permitem que o corpo elimine o excesso de líquido que se acumula devido à insuficiência cardíaca.

Sempre que o coração é afetado, uma criança ficará mais confortável se amparada na cama com travesseiros, o que alivia uma possível falta de ar. Em todos os casos de febre reumática, é prescrito um antibiótico para combater as bactérias que tenham restado da infecção original da garganta e para prevenir novas infecções.

Quais são as Perspectivas a Longo Prazo?

Hoje em dia, os prognósticos são bons. Depois de qualquer episódio de febre reumática, seja ele ameno ou grave, os médicos geralmente prescrevem uma dose pequena de um antibiótico, a ser tomada diariamente para prevenir um novo episódio.

Mesmo quando há de fato o desenvolvimento de uma doença da válvula cardíaca, seja devido a episódios não detectados de febre reumática ou porque a criança não tomou regularmente a medicação prescrita, o tratamento disponível atualmente permite que a maioria das crianças cresça e leve uma vida plena.

DISTROFIA MUSCULAR

A distrofia muscular é um desgaste e enfraquecimento progressivo dos músculos. Há várias formas da doença, mas todas elas são muito raras. O tipo mais comum e bem conhecido, discutido neste artigo, é a distrofia muscular de Duchenne.

Essa doença ocorre apenas em meninos, começa geralmente antes dos 5 anos e afeta inicialmente os músculos dos ombros, quadris, coxas e barriga da perna. A doença se espalha gradualmente para todos os músculos e causa uma incapacidade e imobilidade progressivas. O garoto se torna suscetível a infecções graves do trato respiratório, pois os músculos debilitados interferem na respiração.

Apesar de afetar apenas os meninos, a distrofia muscular de Duchenne geralmente é herdada de portadoras do sexo feminino, mas de 30 a 50% dos casos ocorrem em famílias sem histórico da doença.

Quais são os Sintomas ?

Por volta dos 3 anos, o menino afetado pela distrofia muscular de Duchenne anda com os pés bem afastados. Ele tem dificuldade para subir escadas, cai à toa e acha difícil se levantar. Ele mal consegue levantar seus braços acima da cabeça.

Os músculos afetados às vezes parecem maiores do que o normal, pois a gordura substitui o músculo que definhou. Os braços, as pernas e a coluna vertebral se tornam deformados. Ao atingir a adolescência, ele já está confinado a uma cadeira de rodas.

Se um menino apresentar qualquer um desses sinais, os pais devem levá-lo a um médico imediatamente. Exames especiais, que podem incluir uma biópsia muscular, mostrarão se ele tem a doença. Na biópsia, uma pequena amostra de tecido muscular é removida para exame microscópico.

Qualquer mulher de uma família com casos de distrofia muscular de Duchenne deve consultar um médico ou procurar Aconselhamento genético antes de decidir engravidar. Podem ser realizados exames de sangue para descobrir se as mulheres com parentes afetados pela doença são portadoras do gene.

Se uma portadora tiver um filho do sexo masculino, haverá 50% de chances de ele ter o distúrbio. A amostragem do vilo coriônico e a amniocentese realizadas durante a gravidez podem indicar se o feto foi afetado. O médico poderá encaminhar a paciente a um geneticista, que explicará os riscos relacionados à doença.

Qual é o Tratamento ?

O gene responsável por algumas formas de distrofia muscular foi recentemente identificado e conhece-se melhor a base da doença. Atualmente, porém, ainda não existe cura. O tratamento é a fisioterapia, cujo objetivo é minimizar as deformidades.

OSTEOMIELITE

A osteomielite é uma infecção do osso e da medula óssea. Embora pareça um tecido morto, o osso é irrigado por vasos sanguíneos que distribuem oxigênio e nutrientes que o mantêm vivo. As bactérias de um ferimento contaminado, por exemplo, podem entrar na corrente sanguínea e iniciar uma infecção no osso.

A área da infecção se inflama e há formação de pus. Não se sabe como se desenvolve a infecção óssea. Em geral, uma única área perto da articulação dos ossos do braço ou da perna é afetada. Raramente mais de um osso é infectado.

Quais são os Sintomas ?

Os sintomas usualmente se desenvolvem em dois ou três dias. Os principais sintomas são dor e sensibilidade na área afetada, particularmente quando a articulação próxima é flexionada, além de febre alta. Um bebê ou uma criança com pouca idade não moverá a perna ou o braço afetado e provavelmente gritará se esse membro for tocado ou movimentado.

Se um osso da perna estiver infectado, a criança relutará muito para andar e, se for obrigada a fazê-lo, mancará de forma evidente. Se o quadro não for tratado em um dia ou dois, a pele sobre a infecção se tornará vermelha, inchada e sensível ao toque.

Quais são os Riscos ?

Nas crianças, a osteomielite parece ocorrer mais freqüentemente entre 5 e 14 anos, e é mais comum em meninos do que em meninas. Nos raros casos de osteomielite não tratada, as bactérias se espalham e se multiplicam na corrente sanguínea, provocando septicemia.

Um risco bem mais provável, embora raro, é a infecção vir a destruir uma grande área do osso, chegando até a se disseminar para uma articulação vizinha. Se isso acontecer, poderá resultar em um enrijecimento ou deformidade permanente da articulação infectada.

Outro risco é de a infecção se disseminar e romper a superfície da pele. Isso ocorre na forma de um abscesso, que elimina pus e só será curado depois que a infecção óssea primária tiver sido tratada.

O que Deve ser Feito ?

Se um bebê ou uma criança apresentar os sintomas da osteomielite, seus pais devem consultar o médico tão logo seja possível. Se a doença for detectada, a criança poderá ser hospitalizada imediatamente. Para confirmar o diagnóstico, serão realizados exames de sangue e raios X da área infectada.

Embora a osteomielite seja rara, vale a pena seguir as medidas para preveni-la. Deve-se limpar meticulosamente os ferimentos de uma criança e cobri-los com uma bandagem limpa até que estejam totalmente cicatrizados.

Qual é o Tratamento ?

O principal tratamento para a osteomielite é um antibiótico administrado por via oral (ou, inicialmente, por injeção) durante cerca de seis semanas. Se necessário, será realizada uma cirurgia para drenar e limpar totalmente o abscesso.

Em alguns casos, o médico poderá imobilizar a perna ou o braço afetado com uma tala ou gesso. Quando a infecção estiver em processo de cura, a criança poderá voltar para casa. É importante seguir cuidadosamente as instruções médicas quanto aos antibióticos e exercícios até que a criança esteja completamente curada.

PÉS CHATOS E JOELHOS

Desde a época em que a maioria das crianças começa a aprender a caminhar até o início da puberdade, o formato dos ossos das pernas e dos pés mudam gradualmente. Pés chatos, pernas tortas e joelhos valgos são variações que podem ocorrer em praticamente todas as crianças e, de modo geral, não constituem motivo de preocupação.

Ao nascer, todos os bebês têm pés chatos. Os arcos se desenvolvem lentamente durante os primeiros 6 anos. Até os 2 anos de idade, a criança geralmente tem pernas tortas — isto é, quando os tornozelos se tocam, mas não os joelhos.

À medida que a criança aprende a caminhar, isso é gradualmente alterado até que, aos 3 ou 4 anos, ela em geral tem joelhos valgos. Quando a criança fica de pé com os joelhos juntos, os tornozelos não se tocam. À medida que ela cresce ainda mais, os joelhos e tornozelos acabam se alinhando normalmente.

Na maioria das crianças com pés chatos, pernas tortas ou joelhos valgos, não há necessidade de tratamento. Os pais devem se certificar de que seus sapatos se ajustam bem e oferecer muitas oportunidades para a criança exercitar seus pés e pernas em crescimento.

Em algumas crianças, uma ou mais dessas variações na postura podem durar até a adolescência e a idade adulta. Elas geralmente são herdadas e apenas raramente resultam de uma doença.

Se os pés e/ou pernas de uma criança parecerem estar se desenvolvendo de maneira anormal, ou se o progresso da criança que aprende a caminhar parecer lento, os pais deverão conversar com um médico.

ARTRITE REUMATÓIDE

A artrite reumatóide juvenil é um distúrbio auto-imune, que é uma disfunção intermitente do sistema imunológico (mecanismo de defesa natural do organismo). Os anticorpos, que são produzidos para destruir agentes infecciosos invasores, combinam-se com os antígenos e atacam os próprios tecidos do corpo.

Esses anticorpos causam inflamação de órgãos, articulações e outras estruturas, resultando em graus variáveis de lesões e destruição. A artrite reumatóide juvenil costuma surgir entre 2 e 5 anos de idade, geralmente desaparecendo por volta da puberdade. Os episódios duram em média
algumas semanas e suas recidivas tendem a ser cada vez menos graves.

Quais são os Sintomas ?

A criança tende a apresentar temperatura flutuante, habitualmente variando de 37°C pela manhã até cerca de 39,4°C à noite, tem pouco apetite e perde peso. Uma erupção cutânea vermelha pode surgir sobre o tronco, braços e pernas. Muitas vezes desenvolvese uma anemia.

Os locais de inflamação variam consideravelmente de uma criança para outra. A área ao redor de um ou de ambos os olhos pode ficar avermelhada e dolorida, os gânglios linfáticos do pescoço e axilas podem inchar ou a membrana externa do coração pode inflamar e causar dor no peito (veja Pericardite aguda).

As articulações, geralmente nos joelhos, tornozelos, cotovelos e pescoço, podem tornar-se inchadas, enrijecidas e doloridas. Em geral, os sintomas surgem aos poucos, mas, às vezes, começam subitamente. Em poucos casos, as articulações ficam deformadas com o passar do tempo.

Quais são os Riscos ?

A artrite reumatóide juvenil é incomum e o número de meninas afetadas é cerca de quatro vezes maior do que o de meninos. Em alguns poucos casos, a inflamação das articulações leva a uma deformidade parcial ou incapacitante e a inflamação dos olhos provoca cegueira parcial ou completa.

O que Deve ser Feito ?

Se uma criança manifestar algum dos sintomas descritos, os pais devem consultar um médico. Um exame físico e exames de sangue geralmente são suficientes para fazer o diagnóstico.

Se somente as articulações estiverem inchadas e houver dúvidas quanto à causa, poderá ser realizada uma biópsia da membrana que envolve uma das articulações. Numa biópsia, uma pequena amostra de tecido é removida para exame.

Qual é o Tratamento ?

Auto-ajuda: é necessário que a criança repouse bastante, mas deve-se permitir que ela se levante quando sentir vontade. A criança deve ser estimulada a comer, e sua dieta precisa ser nutritiva e balanceada (veja Os componentes de uma dieta saudável), rica em proteínas.

Para a criança com inflamação nas articulações da mão, talheres especiais poderão ser úteis. Se ela não estiver bem para ir à escola mas tiver condições de estudar em casa, os pais deverão providenciar um programa de estudos domiciliar.

Ajuda Profissional: o tratamento é igual ao da Artrite reumatóide em adultos. O médico poderá recomendar que seja dado acetaminofeno à criança para reduzir a febre ou prescrever antiinflamatórios não-esteróides para reduzir o inchaço.

Além disso, serão prescritas sessões de fisioterapia se as articulações forem afetadas. Alguns desses exercícios são feitos com a ajuda dos pais; outros, a criança pode fazer sozinha. É importante que os pais se certifiquem de que seu filho faça os exercícios, pois eles são essenciais para minimizar a dor e os efeitos incapacitantes da doença.

Quais são as Perspectivas a Longo Prazo?

Com o tratamento, a maioria das crianças e jovens adultos com artrite reumatóide recupera a saúde. Contudo, em raros casos, a criança fica gravemente incapacitada ou morre.

CÂNCER EM CRIANÇAS

Visitas regulares ao pediatra e atenção aos sinais indicativos de câncer na criança asseguram melhores chances de um diagnóstico precoce. Com tratamento imediato, alguns tipos de câncer infantil podem entrar em remissão (desaparecimento dos sintomas) ou ser curados.

Se diagnosticar alguma forma de câncer, o médico deverá discutir com os pais a natureza da doença, o curso do tratamento e as perspectivas para a criança. Ninguém sabe exatamente a causa do câncer, mas ele não é contagioso e, geralmente, também não é hereditário.

Os pais devem pedir ao médico que recomende um grupo de apoio ou aconselhamento para pais com filhos afetados pelo câncer. Aprender como outros pais lidaram com o problema pode ajudar os pais e a criança a conviver com a doença.

A maioria das crianças com doenças malignas (com tendência a se disseminar) é tratada num hospital que possa oferecer o tratamento mais avançado. Se a criança precisar ficar hospitalizada durante algum tempo, ela poderá precisar de muita dedicação e amor dos pais.

Estar num hospital pode deixar a criança assustada. Para tornar o quarto hospitalar menos impessoal, os pais devem levar para o filho seus brinquedos favoritos e fotos. Depois de algum tempo, a criança poderá receber permissão para ir para casa e provavelmente voltar à escola. Os pais devem tentar levar uma vida doméstica normal e, dentro dos limites do razoável, não diminuir as expectativas em relação ao filho, seja na escola ou em casa.

Por conhecer a criança melhor do que qualquer outra pessoa envolvida no tratamento, os pais provavelmente são os mais indicados para julgar o que dizer a ela. Se não tiverem certeza de como explicar, devem discutir o problema com o médico ou uma enfermeira, que poderão ajudá-los a decidir sobre a melhor maneira de conversar com a criança sobre a sua doença.

Quando se sentirem prontos para conversar com o filho, os pais não devem hesitar. Antes que a criança imagine algo pior do que a verdade, é melhor que ela saiba sobre o câncer por intermédio dos pais e do médico do que por outras pessoas.

Na maioria dos casos, as chances de recuperação da criança estão acima de 50%. Mas, qualquer que seja o prognóstico, os meses futuros serão indubitavelmente muito difíceis para toda a família. É importante não reprimir os sentimentos.

Os pais devem discutir o que sentem com médicos e enfermeiras que estejam tratando do filho. Conversar com amigos e parentes também pode ajudar.


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