Saneamento Básico, Água, Lixo, Reciclagem e Poços

Saneamento básico no meio rural. Veremos agora, os cuidados que devemos ter com a água, sua importância, como clorar a água, filtro doméstico, como é feita a captação da água, poços, localização dos poços, principais fontes de contaminação de um poço, proteção sanitária do poço, desinfecção do poço e captação de águas em fontes. Orientação na construção de uma casa, cuidados com a casa, orientação da construção, escolha do terreno, topografia, estradas, caminhos e água, a distância da casa em relação a outras benfeitorias, como iluminar a casa adequadamente, águas servidas, lixo, reciclagem do lixo, melhoria da qualidade de água na propriedade rural, saneamento e meio ambiente....

SANEAMENTO BÁSICO NO MEIO RURAL

Aprenderemos, também, como melhorar a construção de uma casa rural, quais são os meios de captação de água, os processos de filtragem e de abastecimento e os cuidados com as águas servidas na construção de fossas sépticas e com o destino final do lixo.

Teremos conhecimento, ainda, dos tipos de bombas d’água, dos filtros de areia, da privada de fossa negra e da noção de como construí-los, da proteção contra insetos e pragas domésticas e do modo de combatê-los.

Para que o homem do campo tenha saúde, é necessário prevenir as doenças, prolongando a vida, promovendo a melhor maneira de assegurar a cada homem e mulher um adequado padrão de vida.

Para executar projetos de captação de águas, distribuição e sistema de esgotos, é necessário procurar um técnico especializado para que ele ao elaborar o projeto conforme sua necessidade: marque as obras e oriente a sua execução.

Com isso, ganha-se tempo, economizando dinheiro e garantindo que tudo funcione com eficiência.

I – CUIDADOS COM A ÁGUA

IMPORTÂNCIA:

Sem água, não existe vida. Nós usamos a água para beber, lavar roupas, fazer a nossa higiene, regar as plantas etc. Na cidade, a água é usada, também, no comércio, na indústria, no lazer etc.

Há quem pense que toda a água clara, transparente, que sai da fonte, do rio, do poço ou mesmo da torneira, é água limpa; aparentemente, é limpa, porém, pode estar contaminada.

A olho nu, nada se vê, mas é possível que, na água, que pareça ser limpa, estejam nadando milhares de seres vivos altamente prejudiciais à saúde: são os micróbios.

As crianças e os adultos adoecem de tifo, diarréia, disenteria, e a culpa é da água que beberam na fonte, no rio ou no poço, que parecia limpa e não era.

Todos nós precisamos de água para viver, mas cuidado!

Sem a água, não vivemos, mas a solução é tomar água limpa, saudável, e isso se consegue com o tratamento e fervura.

Água tratada e filtrada é água pura. Com o tratamento e a filtragem da água, eliminamos os micróbios e retiramos dela os ovos de germes e outras impurezas.

Podemos ficar doentes, também, se comermos alimentos regados com água contaminada, retirada dos rios, riachos e ribeirões, onde há despejos de esgotos.

Estas águas, em contato com a pele, podem causar também doenças graves, como, por exemplo, a esquistossomose – também conhecida como barriga d’água ou doença do caramujo.

COMO CLORAR A ÁGUA:

Há lugares onde não existe rede de abastecimento de água. Nesse caso, a água é retirada de poços, bicas, rios e fontes.

Estas águas, por não passarem por tratamento, sempre devem ser filtradas, depois de fervidas ou cloradas.

Para clorar a água, pingue uma gota de cloro em cada litro de água. Agite bem e deixe descansar por vinte minutos.

Atenção!

O cloro poderá ser conseguido em postos de saúde, gratuitamente.

FILTRO DOMÉSTICO:

O filtro é um meio utilizado para retirar impurezas da água, que depois servirá para o consumo humano.

O filtro doméstico, apesar de ter condições de remover cistos, ovos, cercárias e outros micróbios relativamente grandes, jamais deve merecer confiança para produzir água pura à saúde.

Isso porque é capaz de reter apenas parcialmente a matéria orgânica presente na água.

Para a construção prática de um filtro caseiro, necessitaremos de um tambor de 200 litros com tampa removível, uma torneira, areia fina lavada, carvão vegetal moído, brita n° 1, um pedaço de tecido poroso (sintético) e um funil com boca de 25 cm e fundo fechado e furado em toda a volta.

Adapta-se uma torneira no fundo do tambor de 200 litros, que deve ficar sobre um cavalete de, pelo menos, 60 cm de altura.

Coloca-se primeiro, no fundo do tambor, pedregulho ou brita nº 1, até atingir uma altura de 15 cm. Em seguida, coloca-se em cima das pedras o tecido fino, para separá-las do carvão vegetal, o qual, por sua vez, deve atingir uma altura de 5 cm.

Deve-se terminar o filtro com a colocação de 25 cm de areia fina lavada. O funil é adaptado na tampa removível.

A utilização do filtro se resume em colocar água a ser filtrada pelo funil até cerca de 10 cm da borda de cima do filtro.

As impurezas contidas na água serão retidas na parte de cima da areia, que deverá ser raspada e reposta periodicamente.

COMO É FEITA A CAPTAÇÃO DA ÁGUA:

Nas zonas rurais, a captação de água é feita principalmente por águas subterrâneas. O aproveitamento de águas superficiais, em geral, não é indicado, porque a água de superfície (rios, lagoas etc.) deve ser considerada suspeita, o que obriga a uma desinfecção contínua, que é impraticável devido a fatores econômicos e operacionais. As águas subterrâneas são captadas por poços e fontes.

POÇOS:

São aberturas praticadas no terreno para captar águas dos lençóis subterrâneos. Os poços são classificados em artesianos ou profundos, rasos ou freáticos.

Os poços artesianos são construídos pela perfuração ou cravação de tubos de aço ou ferro fundido no terreno, até atingir um lençol profundo de água.

Têm a vantagem de fornecer água de boa qualidade, em quantidades uniformes, e com pouca variação de nível.

Eis as principais desvantagens destes poços: são caros e existe a possibilidade de que as águas sejam portadoras de sais minerais ou outra substância indesejável ao consumo.

A retirada de água dos poços profundos pode exigir o uso de bombas ou de outro processo para levar a água até a superfície.

Poços rasos são os mais utilizados no meio rural. Podem ser classificados em poços escavados (com escavação manual), com diâmetro de 0,80 a 1,50 m; perfurados (abertos por meio de trados, brocas ou escavadeiras manuais), com diâmetro em média de 30 cm e cravados (que consistem em cravar as batidas ou rodando tubos), com diâmetro de 3 a 5 cm.

Esta última solução de emergência é para lugares onde há água subterrânea em quantidade e à pequena profundidade.

LOCALIZAÇÃO DOS POÇOS:

Uma boa localização do poço é bem acima da casa e o mais distante possível, isto é, em direção oposta dos escoamentos de águas servidas ou fontes de poluição conhecidas (fossas negras, privadas higiênicas, poços absorventes, esgotos etc.).

Recomenda-se manter distâncias mínimas do poço em relação a focos de poluição, a saber:

II – PRINCIPAIS FONTES DE CONTAMINAÇÃO DE UM POÇO

a) Contaminação direta por impurezas que podem cair no poço quando este for aberto ou por meio da corda, do balde etc.

b) Contaminação pelo escoamento superficial de enxurradas que podem penetrar pela abertura superior.

c) Contaminação por infiltração das águas na região próxima ao poço, atingindo-o pela porosidade de suas paredes.

d) Contaminação do lençol freático por um foco de contaminação (fossa negra ou poço absorvente).

PROTEÇÃO SANITÁRIA DO POÇO:

Contra a contaminação do lençol freático, a proteção sanitária do poço é garantida pela localização conveniente e acima dos eventuais focos de poluição, respeitando-se as distâncias mínimas indicadas.

A proteção contra infiltração é obtida pelo revestimento impermeável até uma profundidade de 3 a 4 m, abaixo da terra, e, também, pela proteção da boca do poço e de 30 cm acima deste, podendo ser usado para revestimento: concreto, paredes de tijolos rejuntados com cimento e areia ou tubos de concreto.

Contra as enxurradas do escoamento superficial, a proteção é assegurada por valetas feitas com terra bem socada, desviando as águas de chuva da boca do poço.

Contra a contaminação direta, a proteção do poço é garantida, tampando-se a sua cobertura e utilizando-se modos adequados de retirar a água, de preferência, por meio de bombas ou dispositivos que protejam a corda e o balde da contaminação.

DESINFECÇÃO DO POÇO:

É feita após a construção deste e antes de usar a água ou depois de qualquer reparo sempre que houver suspeita de contaminação.

A ação desinfetante não previne a contaminação; apenas elimina a que estiver presente na ocasião do tratamento.

É puramente local e não tem nenhuma ação sobre as causas da contaminação do próprio lençol freático.

Desinfetantes a serem usados: hipoclorito de sódio, com 10% de cloro disponível; hipoclorito de cálcio, com 70% e água de lavadeira, com 2%.

Quantidades de desinfetantes para cada 1.000 litros de capacidade do poço:

A operação de desinfecção inicia-se escovando-se a superfície a ser desinfetada. Aplique os produtos conforme a capacidade do poço e por 12 horas, tempo necessário para desinfetar o poço.

Findo este prazo, esgote completamente o poço e substitua-o pela água, até desaparecer todo o cheiro de cloro. É conveniente, se possível, antes de utilizar a água, confirmar o resultado com uma análise bacteriológica.

CAPTAÇÃO DE ÁGUAS EM FONTES:

Fonte é um afloramento ou aparecimento de água subterrânea na superfície do terreno.

É a melhor maneira do agricultor aproveitar e obter água de boa qualidade para o consumo, aproveitando-se das nascentes de água (minas).

As nascentes, assim como os poços, devem também ser protegidas contra as infiltrações vindas da superfície, contra poluição causada pelas mãos e pés das pessoas que as utilizam ou pelos animais.

As águas de nascentes, embora muitos pensem ser de qualidade garantida, estão facilmente sujeitas à contaminação.

Uma das possibilidades de contaminação, e a mais importante, é a penetração de águas superficiais. As águas que se apresentarem turvas depois das chuvas devem ser consideradas suspeitas.

Para garantir a boa qualidade da água de nascentes, deve-se:

a) Fazer um tanque de proteção, que deverá ser impermeável e feito de tijolos e concreto;

b) Fazer um aterro em volta do tanque e, acima dele, uma canaleta e um desvio das enxurradas;

c) Cobrir o tanque com laje de cimento;

d) Canalizar a saída da água da nascente por meio de canos, para evitar que a água seja retirada por baldes;

e) Construir a tabulação de tomada, cerca de 50 cm acima do fundo da caixa;

f) Fazer cerca para impedir a aproximação de animais;

g) Fazer, antes da utilização da água para fins de abastecimento, a desinfecção da fonte, após a construção
das obras de captação e depois de quaisquer reparos nessas obras;

Obs.: A técnica e os outros elementos, relacionados à desinfecção, obedecem ao que foi dito sobre a desinfecção de poços.

III – ORIENTAÇÃO NA CONSTRUÇÃO DE UMA CASA

CUIDADOS COM A CASA:

A casa é um abrigo, para o homem e sua família, contra o vento, a chuva, o frio e o ataque dos animais. Além disso, oferece ao homem um lugar adequado para o seu repouso e sono, suas refeições e atende a todos os costumes e modos dos que irão habitá-la.

A casa e todas as suas dependências, modos e/ou sistemas de vida também constituem prática de higiene. A casa toda deve ter suas dependências ensolaradas e os arredores devem estar livres de lixo ou detritos, que sempre constituem focos de doenças, de atração de moscas e de outros insetos.

Do mesmo modo, deve-se evitar a presença de poças d’água, que espalham germes e provocam mau cheiro.

A casa deverá ter ventilação suficiente, aparelhos sanitários e boa iluminação, para não haver promiscuidade e falta de asseio, que provoca focos de doenças, além de causar um clima de péssimo ambiente moral.

A organização de um jardim, em torno da casa ou em sua parte frontal, contribui para uma boa aparência e higiene.

Algumas regras de higiene, aplicadas ao corpo, à vestimenta, à alimentação, à água, à casa e aos arredores são a garantia para uma saúde melhor.

ORIENTAÇÃO DA CONSTRUÇÃO:

Um dos fatores mais importantes, antes do início da construção, é a orientação da casa em relação ao posicionamento do sol. Isso é feito para dar à casa uma ótima insolação, iluminação e ventilação.

Dividindo-se a casa em três setores de uso, teremos: os de uso noturno, os de uso diurnoe os eventuais. Os dormitórios, que são destinados ao uso noturno, devem ser banhados pelo sol durante o dia, para que sejam higiênicos e saudáveis.

Devem ser voltados para o Nascente, visto que o sol da manhã tem efeitos benéficos à saúde. Dessa forma, ficam localizados no Quadrante Nordeste.

Porém, em regiões de clima frio, podemos orientar a colocação dos dormitórios para o Poente, provocando, assim, o aquecimento destes cômodos no período da tarde.

Assim, o ambiente ficará mais agradável à noite, diminuindo o risco de aparecimento de doenças respiratórias.

A cozinha e as salas podem ficar posicionadas para o Poente, visto que o sol da tarde é mais brando. Assim, ficam localizadas a Noroeste.

Corredor, banheiro e despensa não precisam gozar de orientação privilegiada, visto que sua utilização é transitória, podendo ser localizados no Quadrante Sul, que praticamente não recebe sol.

Sendo possível, localizar cozinha e banheiro no sentido dos ventos dominantes, para que os odores indesejáveis sejam eliminados mais facilmente.

ESCOLHA DO TERRENO:

Um bom terreno para a construção de uma casa deve ser seco, bem drenado e de natureza rochosa ou argilosa. Os terrenos aterrados e úmidos são ruins.

TOPOGRAFIA:

A topografia plana é a ideal para a construção de uma casa. Isto evita gastos com o nivelamento do terreno. Entretanto, deve-se tomar cuidado para que o terreno não seja sujeito a inundações.

Faltando terrenos planos, deve-se dar preferência aos ondulados.

ESTRADAS, CAMINHOS E ÁGUA:

A casa deve ser localizada perto de estradas, em média trinta metros, para que sejam evitados gastos com a construção e manutenção de estradas dentro da propriedade.

Em relação às águas que servirão a casa, estas deverão ficar bem próximas a ela. Se possível, deverão ficar em um nível mais alto em relação à casa, para o aproveitamento da distribuição por gravidade.

Desta forma, serão eliminadas despesas com o bombeamento da água, visto que encanamentos, bombas etc. representam despesas.

A DISTÂNCIA DA CASA EM RELAÇÃO A OUTRAS BENFEITORIAS:

a) Casa à estrada: 30 m.

b) Casa às cercas laterais: 10 m.

c) Casa ao galinheiro: 20 a 50 m.

d) Casa ao galpão de máquinas: 20 a 40 m.

e) Casa ao estábulo: 50 a 100 m.

f) Casa à pocilga (chiqueiro): 50 a 150 m.

g) Casa aos quebra-ventos: 15 m.

h) Casa à fossa: 10 a 15 m. (A fossa deverá ser construída em um terreno mais baixo que o da casa e em posição contrária aos ventos predominantes).

i) Casa à esterqueira: 200 m. (As composteiras devem estar localizadas próximas às instalações dos animais e em posição contrária aos ventos predominantes).

Vale também a orientação dos ventos, para eliminação de odores.

COMO ILUMINAR A CASA ADEQUADAMENTE:

A boa iluminação depende do tamanho e do posicionamento das janelas, da localização do reflexo da luz no interior dos cômodos etc.

Deve haver uma relação prática entre o tamanho das áreas de iluminação e a superfície do piso do cômodo.

Nos dormitórios, as aberturas devem ter, no mínimo, 1/5 da superfície do piso do cômodo. Nas salas, cozinha e copa, as aberturas não devem ter menos que 1/6 da superfície do cômodo.

No banheiro, as aberturas devem ter, também, pelo menos, 1/8 da superfície do cômodo.

Além disso, deverá ser construída uma só janela, que atenda à relação mínima de medida permitida (Ex.: 1/5 da superfície) ou mais de uma janela, em que as medidas somadas atinjam a medida recomendada.

Esta regra vale para as janelas externas, sem proteção, tais como: varandas, alpendres etc. Não deve haver árvores e obstáculos que diminuam a intensidade de luz no interior do cômodo.

As portas externas podem ser consideradas para efeito de iluminação. Para a iluminação de cômodos muito profundos, as janelas deverão estar em um nível mais alto.

Sempre que possível, deixe portas e janelas abertas.

ÁGUAS SERVIDAS:

Todos nós poluímos e contaminamos as águas em nossas atividades diárias, podendo até alterar suas características naturais.

Para a limpeza da casa, higiene pessoal e eliminação dos detritos fisiológicos, utilizamos a água limpa, que se transforma em água poluída, com restos de alimentos, detergentes, fezes, urina etc., chamados de esgoto doméstico.

Como no campo não há rede pública de esgoto, os esgotos domésticos devem ser destinados para fossas sépticas.

A fossa séptica é uma caixa de concreto ou de tijolos que retém o material mais poluente, a parte sólida, e escoa o material menos poluente, a parte líquida, para o sumidouro.

O sumidouro nada mais é do que um poço com tijolos furados e com uma camada de pedras no fundo, com a função de filtrar a água impura e despejá-la na terra.

Na terra, o esgoto é depurado, não contaminando as águas subterrâneas.

Atenção!

A distância mínima entre a destinação final dos esgotos domésticos e o local de captação da água deve ser de 20 metros, para que as águas destinadas ao consumo não sejam contaminadas.

Os agrotóxicos e adubos químicos, utilizados na atividade agrícola, penetram na terra pela ação das chuvas, atingindo as águas subterrâneas, ou são arrastados pelas enxurradas para os rios.

Para evitar a poluição dos cursos d’água, devemos utilizar formas alternativas de agricultura que não usem excessos de adubos químicos e agrotóxicos.

Outra prática importante é a preservação das matas ciliares que se comportam como grandes filtros naturais na retenção de agrotóxicos quando estes são usados.

As águas servidas em chiqueiros, as utilizadas para a lavagem de restos de animais abatidos etc. devem ser tratadas por uma lagoa de estabilização, um biodigestor etc.

LIXO:

É o resto de comida, folhas, papel higiênico, plástico duro a mole, pedaços de couro, madeira, borrachas, metais, papéis, vidros, trapos, entre outras coisas, que aparentemente não servem mais ao homem.

Do resultado do preparo de alimentos e da limpeza em geral, resulta um lixo residual que deve ter uma técnica especial para a destinação, para que ele não polua o solo e as águas e se torne útil à propriedade.

Com atitudes simples, tais como: depositar o lixo em lugares adequados (cestos de lixo com tampa, sacos de plástico etc.) e não desperdiçar materiais, como: papéis, papelões, lápis, vidros, plásticos, metais etc., podemos reduzir os problemas de contaminação.

Pequenas atitudes, com aparência simples, somadas a muitas outras, podem melhorar a qualidade de vida de todos.

Outros lixos mais poluentes são os de matadouros. Devem ser enterrados rapidamente, pois são de natureza orgânica e se decompõem rapidamente.

RECICLAGEM DO LIXO:

Pode-se fazer uma seleção do lixo caseiro, separando o orgânico (que se decompõe) do inorgânico (que não se decompõe).

Um meio prático é separar o lixo doméstico em seco e úmido: o lixo úmido é levado para o aterro sanitário ou é destinado ao composto orgânico; o lixo seco é aproveitado para reciclagem ou é enterrado em vala funda (1,80 m) separada, cobrindo-o com uma camada de terra para evitar o contato e a proliferação de ratos, baratas e moscas, evitando, assim, a transmissão de doenças.

O composto produzido pelo lixo úmido, se misturado ao produzido pelas esterqueiras, é rico em potássio, mineral necessário às plantas cultivadas.

O lixo reciclável, após separado, é reaproveitado para a produção de matéria-prima para a indústria, para a compostagem e para a geração de energia. (Ex.: o lixo dos estábulos é usado nos biodigestores para a produção de gás metano).

Materiais para Reaproveitamento Industrial: papéis, plásticos, metais, vidros etc. Materiais para compostagem: restos de comida, cascas de frutas, ossos, folhas, papéis sujos etc.

Atenção!

A destinação final do lixo deve ser ficar longe, no mínimo, 15 metros de qualquer curso de água (poços, fontes, nascentes, rios, lagos etc.).

MELHORIA DA QUALIDADE DE ÁGUA NA PROPRIEDADE RURAL:

As matas naturais são aquelas que pouco sofreram com a ação do homem: conservam as mais variadas espécies e têm uma renovação constante das árvores.

As matas perturbadas são aquelas que sofreram a ação do homem e têm condições de retornar ao original.

As matas degeneradas são aquelas que perderam sua capacidade de se regenerar, necessitando de um trabalho de revegetação e repovoação de árvores.

As matas de proteção permanente são aquelas que têm por finalidade fornecer água ao homem, proteger os animais silvestres, as nascentes e os cursos de água e diminuir a erosão.

Os limites de proteção para essas matas estão nas nascentes, a uma distância de 50 metros do olho d’água; ao longo dos riachos, 30 metros de cada lado, e nas margens dos rios pequenos, 50 metros, podendo chegar a 200.

A lei florestal também considera como matas de proteção permanente as encostas fortes, os topos dos morros e toda a área sujeita a inundações.

As matas ciliares e as que protegem os mananciais determinam o volume de água disponível ao homem e à agricultura.

Nas áreas de plantio, onde se necessita do uso de agrotóxicos, deve-se evitar abastecer os pulverizadores em área de proteção permanente (30 m da água), pois fatalmente um pouco de agrotóxico irá para o riacho, poluindo-o.

A construção de abastecedouros de pulverizadores distantes do rio é uma solução definitiva. Esses abastecedouros poderão ser usados, também, para a lavagem desses equipamentos.

Podemos aumentar a retenção de água nos campos de lavoura se a aração for feita acompanhando-se as curvas de nível. Se possível, deve-se fazer a construção de terraços largos, para poder plantar em cima deles.

Ao longo das estradas, deve-se fazer a construção de lagoas secas nas sangrias, para conter as águas das enxurradas que vêm pelo leito das estradas rurais.

Assim procedendo, diminui-se o maior inimigo dos solos agrícolas: a erosão, que nada mais é que o desgaste da camada fértil da terra, a terra gorda, e, depois, do restante.

Atenção!

Em áreas de proteção permanente, deve-se fazer o nivelamento dos terrenos de plantio, construir terraços, dimensionar o tamanho das bacias secas e determinar a quantidade delas, ao longo das estradas.

As instalações hidráulicas e sanitárias no campo são: captação, elevação, reserva, distribuição de água e destinação das águas servidas. Aqui, entram as construções básicas para o saneamento, fossas, caixas etc.

SANEAMENTO E MEIO AMBIENTE:

Em relação à saúde, todos os dias você e a sua família são expostos a vários riscos. Ao mesmo tempo que alguns desses riscos são bastante óbvios, outros são menos aparentes.

Onde você mora, a sua profissão, a sua rotina diária e como você passa suas horas de lazer são apenas alguns exemplos da grande variedade de fatores que podem afetar a sua saúde e a sua qualidade de vida.

Fatores como abastecimento de água, a quantidade e a intensidade da luz do sol à qual você é exposto regularmente e todos os tipos de transporte que você usa têm um impacto potencial em sua saúde e bem-estar. Alguns desses fatores estão sob seu controle; outros não.

Para reduzir os riscos à sua saúde, tente ser prático ao lidar com fatores que estão sob seu controle. Por exemplo, caso fume, tente parar; se dirige, lembre-se de usar sempre o cinto de segurança.

Entretanto, para a maioria das pessoas, mudar para uma nova casa apenas para assegurar o abastecimento de água mais pura não é possível ou prático.

Muitas pessoas têm conseguido resultados quanto aos riscos maiores relacionados à saúde, como poluição do ar e da água, trabalhando com organizações ambientais ou comunitárias.

Você pode ajudar a melhorar o meio ambiente ao participar desses grupos. Entretanto, há muitas providências que você pode tomar para transformar o mundo num lugar mais seguro para você e sua família.

Começando com medidas preventivas em sua casa, na estrada e no seu local de trabalho, você pode ajudar a proteger a sua família.

Veja o ícone Dicas de auto-ajuda para obter informações sobre que medidas você pode adotar para reduzir o risco de acidentes.

Ar puro e água potável são os componentes básicos para um meio ambiente saudável. E, quando poluímos esses recursos naturais, colocamos em risco a nossa própria saúde e sobrevivência.

A contaminação da atmosfera por poluentes industriais tende a diminuir como resultado de leis que regulam as emissões de chaminé e a redução do uso de carvão.

A maior fonte atual de poluição do ar são os gases de escape dos veículos motores, contendo monóxido e dióxido de carbono, óxidos de nitrogênio, óxidos sulfúricos, chumbo e partículas de hidrocarboneto.

Medidas rigorosas de controle são necessárias para reduzir a quantidade de poluição liberada pelos veículos, cujo número continua crescendo, em especial nas grandes cidades, aumentando os níveis de poluentes.

Embora não existam evidências diretas, a poluição do ar é considerada uma possível explicação para a elevada incidência de asma.

Melhorar a qualidade do ar, inclusive com a redução da emissão de poluentes dos veículos, deve ser uma medida ambiental prioritária de âmbito nacional.

A poluição do ar em lugares fechados também se tornou um motivo de preocupação, já que mais e mais pessoas passam seus dias de trabalho em edifícios com ar-condicionado e janelas que não podem ser abertas.

O ar dentro desses edifícios é recirculado, de modo que quaisquer poluentes dentro do edifício se acumularão gradativamente se não forem filtrados.

Exemplos de alguns poluentes em lugares fechados incluem resinas de materiais de construção, materiais de isolamento, colas para carpete e para azulejos, produtos de limpeza e substâncias químicas de máquinas fotocopiadoras e outros equipamentos de escritório.

As doenças provocadas por esse tipo de poluente são chamadas síndrome do edifício doente e estão associadas a uma série de problemas médicos.

A qualidade do ar pode ser e normalmente é melhorada nos novos edifícios com o aumento da quantidade de ar fresco introduzido no sistema de ventilação por arcondicionado e por outros meios.

A principal preocupação com o abastecimento de água é que as suas fontes vêm sendo poluídas por esgotos não-tratados, substâncias utilizadas na agricultura — como fertilizantes, pesticidas e herbicidas —, pela chuva ácida e resíduos industriais.

As atuais estações de tratamento de água têm como objetivo fornecer água limpa e livre, principalmente, de agentes transmissores de doenças infecciosas como a febre tifóide e a disenteria, que podem ocorrer quando a água está contaminada por excrementos humanos ou animais.

Essas instalações não se destinam e, em muitos casos, não estão aptas a remover poluentes químicos da água.

Se estiver preocupado com a pureza da água que você consome, leve-a para exame em laboratório estatal, designado para verificar se há contaminação por microrganismos, ou consulte um laboratório particular de confiança para verificar a presença de poluentes tóxicos.

Se os níveis de poluentes químicos estiverem altos, contate a empresa de abastecimento de água o quanto antes. Se a sua própria fonte de água estiver poluída, tal como um poço, tente limpá-la ou não use mais essa água.

Cuidado também com a água mineral engarrafada, pois sua purezaé variável e, na maioria dos casos, a água não é mais segura do que aquela das empresas de abastecimento público.


3 Respostas a Saneamento Básico, Água, Lixo, Reciclagem e Poços

  1.  
    ADRIANO FAZOLI 08 / 02 / 2012

    BOA NOITE, GOSTARIA DE TIRAR UM DÚVIDA SOBRE POÇO ARTESIANO, POSSU UMA IMÓVEL RESIDENCIAL, ONDE ESTUO QUERENDOFAZER UM POÇO ARTESIANO, SO QUE : O LUGAR DISPONIVEL É EM FRENTE A CASA ONDE PASSA MANILHAS E TUBULAÇÕES DE REDE DE ESGOTO DA CASA A MINHA DÚVIDA É ? HÁ POSSIBILIDADE DE EXISTIR ESTE POÇO ??? E O SEU USO SERIA PRA LAVAR, DESCARGAS E Ñ PARA CONSUMO PRÓPRIO,
    AGUARDO RETORNO.

    DESDE JÁ AGRADEÇO.

    ADRIANO FAZOLI

  2.  
    homero sartori 25 / 02 / 2012

    gostaria de recicrar a aqua da chuva que cai no telhado da casa e garagem e as do lavatorio dos banheiros e da lavanderia mas esta aqua eu so usaria para banho e lavar quintal nao seria para beber gostaria de saber se este filtro casairo supreria as minhas nessecidade grato.

  3.  
    handreza 05 / 04 / 2012

    gostei muito, mas ainda não encontrei o que estava procurando.

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