Tutorial Como fazer uma Apostila

Aprenda nesse tutorial, como criar uma apostila, e-bock, revista digital, livros......

Dependendo do conteúdo, pode ser interessante montar uma “revista” digital. Tenha ela periodicidade definida, ou não. Cartazes, folders, livrinhos… Ou mesmo apostilas, ebooks, livros… Um formato bom para esse tipo de arquivo é o PDF, cujo nome já diz o que seria: “Portable Document Format”, ou “Formato de Documento Portátil”. Ele abre em praticamente qualquer lugar, em qualquer sistema operacional relativamente recente e em muitos dispositivos portáteis, sem perder a formatação, além de facilitar a impressão. É melhor distribuir determinados materiais em PDF do que no formato “.doc” ou “.xls”, ou até mesmo o “.pps”, que apresenta variações na exibição dependendo do programa usado para exibi-lo. Evite frescuras visuais, montando uma “revista” similar a uma revista Impressa, sem transição entre as páginas, coisinhas piscantes, etc. Esse é o tema dessa dica: como fazer isso?
Dessa vez esqueça programas proprietários, vamos usar o OpenOffice (ou o BrOffice, que é a versão em
português), seja no Windows ou no Linux. Baixe-o em:

www.openoffice.org (em inglês)
www.broffice.org (em português do Brasil)

A idéia deste texto me veio de uma revista que comecei por brincadeira com uns amigos (tudo começa com brincadeira, né… saudações, Flávio e Camila! Mas não posso dizer aqui que revista criamos, não é de info ;) . Pegando embalo na revista do Guia do Hardware, e em também na Linux vs Windows, decidi entrar nessa também =D Algo diferente de um site, algo que as pessoas podem guardar. Ao mesmo tempo, uma referência, se você fizer algo diferente. Particularmente achei terrível (eu e os próprios produtores, rs) a fonte da revista Linux vs Windows, você tem que ampliar muito para ler, devido os serrilhados. Não sei que programa usaram, talvez se lerem esta dica, nas próximas edições eles podem aplicar o uso do openOffice, deixando a revista com alta qualidade, sem grandes esforços.

Por que o OpenOffice? Além de ser fácil de usar, ele exporta os arquivos diretamente para PDF, sem
precisar de conversores adicionais nem frescuras. E com uma ótima qualidade, os textos ficam legíveis, dando um acabamento profissional.
A idéia é usar o “Impress”, editor de apresentações (se bem que conversando com o Morimoto, ele falou
que usam o “Draw” para fazer a do GdH). Basicamente seria uma apresentação de slides, porém em PDF.
Você pode conseguir algo similar com o Microsoft Power Point, mas o OpenOffice já traz tudo o que você precisa.
Não tem muito segredo, por isso mesmo a dica é bem curtinha. Abra o Impress, vá inserindo os slides, as imagens, os textos… Isso nem tem segredo, né. Se for necessário, edite as imagens em algum editor de sua preferência. Textos podem ser colados e formatados dentro do Impress, o melhor é colar um texto sem formatação e formatá-lo dentro da apresentação (digite originariamente em “.txt”, depois copie e cole, pois
digitar dentro do OpenOffice pode ficar lento se o arquivo já estiver grande, com muitas imagens e blocos de textos…).
Algumas dicas úteis:

1. O projeto de arquivo do Impress é um arquivo de extensão “.odp”. Ao inserir imagens nele, você pode arrastá-las para cima dos slides. Ele vincula os arquivos, ou seja, as imagens deverão estar no mesmo lugar na próxima vez que você abrir o arquivo. Elas não são inseridas dentro do arquivo
“.odp”, mas sim referenciadas nos seus locais originais (assim como uma página HTML não contém
as imagens, mas sim referências que as chamam). Então o melhor a fazer é criar uma pasta para
cada material, cada “edição” da revista, se for o caso, e colocar todas as imagens dentro dessa
pasta, salvando a apresentação nela também. Ao fazer backup, copie a pasta inteira :)

2. Prefira usar o slide em branco (sem modelos de textos, títulos e tópicos) para os slides. Isso
permitirá um melhor posicionamento dos dados na página, em se tratando de uma revista.

3. Quando você arrastar uma imagem para um slide, solte-a em um local vazio. Se você soltá-la sobre um objeto (uma outra imagem, por exemplo), a nova ficará no lugar do objeto, substituindo-o.

4. Para redimensionar imagens e objetos, clique uma vez para selecionar, e depois arraste uma das
bordas. Segurando SHIFT durante o arraste, a proporção do tamanho será mantida.

5. Para colocar textos, use a ferramenta de texto, clicando no botão com um “T”, na barra de ferramentas inferior. Clicado ali, arraste o mouse demarcando mais ou menos a área desejada para
o texto, dentro do slide. Fazer isso facilita ao colar textos, pois o tamanho da largura já estará determinado, evitando dor de cabeça para ajustar os blocos de textos.

6. Sendo digital, fique livre para inserir links :) Eles serão exportados corretamente no PDF final. Para
isso use o menu “Inserir > Hyperlink”. Aqui há uma pequena variação quanto ao que ocorre ao usar
o recurso similar do MS Office. Ele insere o link definindo o texto diretamente na tela de inserção de
link; muitas vezes você seleciona um trecho de texto e ao aplicar um link, o texto anterior é perdido.
Para evitar isso, digite o novo no campo de link, depois clique em “Aplicar” e em “Fechar”:

Sinceramente isso pode irritar quem se acostumou com o MS Office, mas depois você se acostuma.

7. Depois de inserido um link, se o campo de texto contiver basicamente o link, pode ficar difícil
selecioná-lo… Pois ao clicar, o link será aberto. Para contornar isso: clique com o botão direito, e as alças de redimensionamento aparecerão. Passando o mouse sobre as bordas, uma hora o cursor
se transformará numa cruz (de quatro pontas), aí você pode clicar para mover. Nesse ponto tenho
uma crítica ao OpenOffice, mas ninguém é perfeito, né, fazer o quê…

8. Mova objetos para frente ou para trás, em camadas, clicando neles com o direito e escolhendo
“Dispor > Enviar para…”. Isso serve para definir que imagem ou objeto deve ficar “por cima” de
outro.

9. Oriente-se melhor: clique em “Exibir” e deixe marcados os itens “Grade” e “Grade para Frente”. Isso exibirá pontilhados durante o desenvolvimento, demarcando a área “útil” da página. É útil ao inserir
imagens ou objetos de fundo que ultrapassam a área de exibição dos slides.

10. Zoom? Achei meio chatinho mudar isso toda hora, mas é pelo menu “Exibir > Zoom…”.

11. Sendo uma revista digital, evite modificar o tamanho da página… Pois no tamanho padrão, ela será proporcional às telas 4:3, sendo melhor exibida na maioria dos monitores, inclusive em tela cheia.
Sim, usando o menu “Exibir > Tela cheia” do Acrobat Reader (e/ou de outros visualizadores), é
possível ver PDFs em tela cheia :) Aproveitando o assunto, use as setas de direção para navegar
entre as páginas, e tecle ESC para sair da tela cheia.
Para salvar, é fácil, fácil. Salve o projeto antes, claro, para poder modificá-lo depois. Para exportar em PDF, clique no menu “Arquivo > Exportar como PDF…”. Você pode definir diversas opções:

Para revistas digitais em paisagem, particularmente sugiro marcar as seguintes opções na aba
“Visualização inicial”: “Somente página” para os painéis, “Ajustar à janela”, para a ampliação, e “Contínuo” no layout de página, para facilitar a rolagem. Se for em retrato, seria melhor deixar marcado o item “Ajustar à largura”, na seção “Ampliação”. Estas opções poderão ser personalizadas quando a pessoa for ler o material, usando os controles do visualizador de PDF dela.

Na aba “Segurança” você pode até bloquear o arquivo com senha, ou protegê-lo com uma senha de modificação, bloqueando a cópia, impressão, etc (mesmo sem pedir senha para visualização):

Essa dica vale para vários dos programas do OpenOffice, que possuem o recurso de exportação de PDF. Livros e apostilas digitais podem sair de forma bem fácil, também. Um lado bom do PDF (além da portabilidade, exibição com qualidade, formatação exata, impressão facilitada…) é que ninguém poderá, por vias “normais”, editar os textos, ou seja: há uma garantia maior de que seu arquivo não será modificado.
O Impress (e a maioria dos aplicativos do OpenOffice/BrOffice) possui ótimos recursos, apenas não são tão
difundidos “ainda”, como os do MS Office. Usando e explorando um pouco, você verá que é erfeitamente
possível ficar só com eles. Antes, muita gente ia atrás dos programas gratuitos apenas devido o preço; hoje em dia eu diria, sem sombra de dúvida, que se o OpenOffice fosse comercial, sim, ele poderia concorrer com o pacote de aplicativos da Microsoft, pelo menos para a grande maioria das pessoas e escritórios. A gratuitidade é um pequeno detalhe, os pacotes da suíte são muito bons mesmo .


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